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Comida japonesa não é só sushi
Da mesma forma que equivocadamente as pessoas acham que comemos feijoada diariamente (além de todos os brasileiros serem especialistas em samba e futebol), nós temos a errônea idéia de que o povo japonês só come sushi.
Em 01/04/10, 11:42
Na verdade, o sushi é uma opção mais sofisticada, mais cara, para os almoços fora de casa. Não que eles não saibam fazer em casa, mas é que no dia-a-dia o sushi não faz parte das refeições, assim como a feijoada fica para as ocasiões especiais.
O que o japonês come bastante é arroz. Isto sim está no café, almoço e jantar. Outro prato bastante comum é o missoshiro, ou sopa de missô, que é uma massa de soja. Prato leve, nutritivo, bastante consumido por eles.
Pegando como exemplo o cardápio da escola dos meus filhos, o almoço japonês nunca tem sushi. Mas é uma dieta balanceada, rica em carboidratos e proteínas. O cardápio conta com arroz, macarrão ou pão, um tipo de carne (bovina, peixe, frango, lula etc), uma sopa, uma salada, uma garrafa de leite e uma sobremesa (neste caso pode ser fruta, geléia ou bolinho com sorvete dentro). Aí é uma dieta voltada para as crianças, em fase de crescimento.
No caso do restaurante universitário, encontro quase as mesmas opções, com exceção do leite. Por lá a opção de bebida é o chá (as crianças também tomam muito chá). Mas os pratos são compostos de arroz, um tipo de carne, uma variedade de salada, sopas e o macarrão que pode ser o conhecido lámen ou o udon, um macarrão mais grosso. Os dois tipos são servidos como se fossem sopas, com bastante caldo e com carne e verduras misturados.
Udon (http://onokinegrindz.typepad.com/ono_kine_grindz/images/SideUdon-thumb.jpg)
Um prato comum é o arroz com curry, que, em japonês, chama-se kare raisu. Existem restaurantes especializados em vários tipos de pratos com curry e arroz, alguns bem populares por aqui.
kare raisu (http://www.hal.t.u-tokyo.ac.jp/~chamds/ilopages/kareraisu.jpg)
Quanto aos lámens, também é possível encontrar restaurantes com uma infinidade deles.
Para mim, algo que muito me atrai são os pães japoneses, uma delícia!
Lámen (http://www.oneinchpunch.net/wordpress/wp-content/uploads/2007/02/pork_ramen.jpg)
E dentro dos muitos tipos de restaurantes, estão os de sushi. Um pecado no nosso dia-a-dia. Realmente os sushis são maravilhosos! Ainda existem até as opções de sushis de 100 ienes, como se fossem os nossos 1,99. Cada prato vem com dois sushis e custa 1 dólar. Com este preço mais acessível é possível comer algo em torno de 8, 10. Os mais famintos chegam a comer 16, 18 e saem satisfeitos e não agridem muito ao bolso.
Os japoneses tem realmente uma dieta bem saudável, leve e que proporciona uma vida longeva. O fato de não comerem muito (eles comem pequenas porções, de tudo um pouco), de se alimentarem de muito arroz, não beberem enquanto comem e de optarem pelo peixe ao invés da carne vermelha, faz uma diferença gigantesca para o nosso bem-estar. Outro detalhe é a pouca quantidade de sal e açúcar nos pratos. O sal não é o mesmo do Brasil, e muito menos o açúcar.
Depois de um ano, meu paladar até já se adaptou ao pouco tempero dos pratos japoneses, apesar de comermos muita comida brasileira em casa.
Ah! E detalhe!!!! O japonês não come cachorro!!!!!!!
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Como é a vida por aqui
Muita gente me pergunta como é a vida por aqui, as coisas boas e as dificuldades, por exemplo. Realmente, morar no Japão não é fácil, pois os costumes, o comportamento, a alimentação, tudo é muito diferente.
Em 01/04/10, 10:28
Não sei se eu me adapto fácil ou se o fato de estar em Nagoya me ajudou ou se os dois. Falo isso porque Nagoya é uma das cidades do Japão com maior número de brasileiros, então, é fácil se sentir em casa.
No quesito alimentação, além de eu comer de tudo, falo de tudo mesmo, aqui em Nagoya há supermercados brasileiros e é possível manter o cardápio verde-amarelo. Eu mesma como cuscuz com muita frequencia no meu café da manhã. Nestas lojas você encontra quase tudo que tem nos mercados brasileiros. O preço é um pouco mais alto, mas dá para comprar sem ter que apertar o orçamento mensal. Para mim, a única coisa ruim dessas lojas é a distância, pois não moro em bairro de comunidade brasileira, mas com metrô não fica difícil.
Com relação ao transporte, já falei em posts anteriores, dá para resolver tudo usando ônibus, metrô e trem. Já viajei e não precisei de carro para chegar onde queria. Até para praia já fomos usando metrô e trem. Mas se for resolver coisas por perto, a bicicleta é uma companheira inseparável.
Na verdade, a vida no Japão (pelo menos em Nagoya) é muito prática. Se você não gosta, ou não sabe cozinhar, há inúmeros restaurantes com preços acessíveis. No caso dos estudantes, existem os restaurantes universitários com comida boa e barata. Além disso, os supermercados contam com uma variedade muito grande de comida pré-pronta ou pronta mesmo. E a outra saída são as lojas de conveniência que funcionam 24 horas e você encontra tudo o que procura, desde produtos de higiene à pratos prontos de sushi, por exemplo.
Para quem estuda na Universidade de Nagoya, que é meu caso, a vida acaba funcionando lá dentro mesmo. Há livrarias, lojas de conveniência, lojas de produtos eletrônicos, agências de viagem, cafeterias, além de uma série de restaurantes, karaokês e supermercados nas redondezas.
E você pode utilizar o seu laboratório qualquer hora do dia (e da noite também). Quer dizer, se você quiser ter uma vida dentro do campus, a universidade proporciona internet wireless gratuita aos estudantes, além de computadores, impressoras, máquinas de fotocópia, scanners para as pesquisas. O ritmo de aulas depende do seu departamento e do seu professor, mas, normalmente, você deve ir diariamente ao campus para desenvolver suas pesquisas lá mesmo.
A Universidade de Nagoya tem um diferencial que muito me agrada, as ofertas de cursos de línguas gratuitos (Espanhol, Russo, Inglês, Francês, Árabe, Alemão etc, além do curso de Japonês) e de assinaturas de revistas semanais, tais como, Times, Newsweek e Revista Veja, por exemplo.
A biblioteca é um quesito a parte, merece um post específico, fico devendo para os próximos dias.
Mas além das questões práticas, viver aqui no Japão também faz com que conheçamos pessoas de tudo que é parte do mundo, abrindo nossas mentes e horizontes, por exemplo. Na verdade, por integrarmos um programa de bolsas concedido pelo Governo Japonês, a gente passa a viver uma rotina parecida, mesmo integrando cursos distintos. Desde as preocupações até as festas são compartilhadas entre os grupos, ou melhor, entre as pequenas famílias que se formam. A gente se encontra quase todos os dias, almoça juntos, faz programas e viagens, festeja Natal, Páscoa, aniversários e ainda faz churrascos (isto mesmo, churrascos à moda brasileira!!!). A turma de brasileiros daqui de Nagoya é bem grande, mas existem os estrangeiros adotados, especialmente os latinos. E uma coisa que chama a atenção é o fato de quase todos os brasileiros que conheço dizerem que se interessaram em aprender ou aprenderam espanhol após virem ao Japão. Eu mesma já estou começando, de forma bem informal, a aprender o idioma.
Bem, dificuldades, como falei no início, existem e são muitas. Limitei-me a apontar alguns pontos positivos. As desvantagens do Japão vou deixar para o post de amanhã.
Sayonara!!!
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Um ano longe do Brasil
Hoje, em plena sexta-feira da Paixão, completo um ano longe do Brasil, dos meus pais e das pessoas que amo. Como o tempo passa rápido! Parece que foi ontem (bem clichê!!!) que saí de Teresina carregada de sonhos, dúvidas e muita coragem! Deixei meus filhos e meu marido chorando no aeroporto e senti-me a pessoa mais sem juizo do mundo. Como se deixa tudo que se constrói para trás? Como se deixa a família daquela forma? Por que? Para quê? Ainda lembro das minhas amigas, Cláudia, Tamar e Adriana, minha tia Jovina e do Dr. Seiji ao lado da minha família, chorando e me desejando boa sorte.
Em 01/04/10, 10:15
Três meses depois de vários momentos difíceis, noites mal dormidas e falta de apetite (12 quilos perdidos), quem eu mais queria, desembarcou por aqui. Só então passei a vivenciar cada minuto do Japão. Até então, só pensava em dividir tudo com eles e empurrava o relógio para que andasse mais rápido.
Em todo este tempo aprendemos muita coisa juntos. Meus filhos aprenderam japonês (eu ainda sofro bastante!), fizeram amigos e tem uma rotina. Eu e meu marido também temos a nossa, bem diferente da que tínhamos por aí.
Bom, o que importa é que superamos o primeiro ano, os altos e baixos de uma vida longe de casa, longe das raizes. Passamos no primeiro teste. E hoje consigo falar "minha casa" quando entro em meu apartamento. E realmente me sinto em casa.
Ainda temos alguns anos pela frente, mas, com certeza, será mais fácil que 2009, pois agora nos sentimos mais à vontade e mais em casa, apesar de ser uma casa provisória!
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Despedidas II
Em 28/03/10, 08:11
Como falei no post anterior, essa é uma fase difícil para todos nós com as despedidas e mudanças de início de novo ano. Para meus filhos tem sido assim também. Além de nossos amigos que partem, eles também vão enfrentar uma nova sala de aula, novos professores e, quem sabe, novos amigos.
Para minha filha mais nova, as mudanças são totais, inclusive de escola. As séries são divididas por escolas, quer dizer, a criança faz todo o jardim de infância em uma escola, o ensino fundamental em outra, ginásio e ensino médio em mais outras diferentes. Como ela concluiu o jardim de infância, teve a formatura e, com isso, o adeus aos amigos que fez por lá e aos professores também.
Na formatura, pais, professores e funcionários ficaram bastante emocionados. A maior parte das crianças estava na escola há 5 anos e agora se despede, vai seguir para outra família.
Falo isso porque aqui no Japão o que sinto é que a escola é realmente uma extensão da casa. Os professores cuidam, se preocupam e tem uma enorme responsabilidade com o desenvolvimento da criança.
Para mim, mesmo meus filhos tendo ficado aos cuidados destes professores por apenas 6 meses, foram eles quem os ensinaram a língua japonesa e nos apoiaram no processo de adaptação deles. De repente, deixam de nos orientar e de nos guiar nas dificuldades enfrentadas por todos nós. Todos foram de fundamental importância. Mas não estarão mais integrando a nossa rotina.
É isso! Depois de um ano, novas despedidas. Mesmo assim, é difícil de se acostumar em dizer "adeus".
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Despedidas...
No Japão, o ano fiscal não coincide com o ano do calendário, isto é, com o ano que se inicia no dia primeiro de janeiro. Por aqui, o ano fiscal começa em abril. E, com isso, as mudanças de série na escola, por exemplo, só acontecem no mês de abril. Março repesenta pausa e descanso para um novo "ano letivo". Em decorrência disto, as formaturas se dão no final de março.
Em 28/03/10, 07:19
Com as formaturas, vem as despedidas de turma, de escola, dos amigos. Para nós, estudantes estrangeiros, o mês de março termina e leva com ele alguns dos muitos amigos que estão estudando por aqui.
Estes últimos dias tem sido cheios de despedidas de pessoas queridas que convivemos neste um ano de Japão. Amigos que fizemos aqui e que não sabemos se iremos reencontrar. É um momento difícil, principalmente porque, longe de casa, viramos uma grande família.
Ontem nos despedimos de amigos no bom estilo brasileiro, com um churrasco no parque. Hoje foi momento de um bom almoço e de um café, amanhã tem jantar e, no último dia deles aqui, almoço, jantar e a noite toda no karaokê. Tudo no bom estilo brasileiro!!!
O lado ruim de estarmos aqui é deixarmos as pessoas. Assim como quando saímos daí e deixamos a família e os amigos. A diferença é que grande parte dessas pessoas vai seguir sua vida e, talvez, sem que as estradas se cruzem novamente.
Os amigos que estão partindo nos mostraram e nos ensinaram o que vivenciamos por aqui. Alguns ficaram por aqui por longos seis anos e agora finalizam seus objetivos e missões na Terra do Sol Nascente. Voltam para casa com o dever cumprido. Para eles, uma nova fase se inicia. Para nós, também!
Nossos almoços sempre juntos, o café em seguida, os jantares e passeios nos finais de semana nos fizeram superar a distância de quem amamos e está longe, do outro lado do mundo.
Meus filhos tem sentido muito a falta de cada um deles. E acho, que para eles, as despedidas são bem mais dolorosas que para nós, adultos.
É, amigos, realmente, para nós, o ano começa agora. Mudanças, novas rotinas e sem a presença de cada um de vocês no nosso dia-a-dia. Vai ser difícil, mas desejamos sorte para cada um. Espero que nossos caminham coincidam novamente!!!
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Jogo de beisebol: hoje eu fui!!!
Hoje, finalmente fui ao meu primeiro jogo de beisebol. Apesar de não entender nada das regras de um dos esportes mais populares do Japão, confesso que me diverti muito e achei o programa interessante, podendo até ser repetido.
Em 20/03/10, 12:24
O que mais me chamou a atenção foi a organização do estádio. Tudo limpo, moderno e sem problemas. As filas existiam, mas tudo muito rápido. Verdade que hoje o jogo era um amistoso, partida de pré-temporada, mas, mesmo assim, recebeu um público razoável.
A paixão do japonês pelo beisebol é muito grande. Tanto que é comum encontrar crianças, jovens, mulheres, idosos, uniformizados, dentro e fora do estádio. Logo na estação do metrô em que fica localizado o estádio você se depara com dezenas de fotos, banners, todo um material visual pelas paredes do metrô. São fotos dos jogadores, dos títulos conquistados pelo time, fotos históricas etc. Em dia de jogo é comum os trens lotados com um monte de gente uniformizada, além de trens temáticos, adesivados com as cores, logomarca e tudo o mais do time da casa, paixão do povo de Nagoya.
O estádio do Chunichi Dragons, o time de beisebol de Nagoya, fica ao lado de um shopping center e tem capacidade para 40 mil pessoas. Moderno, mesmo com ingressos promocionais, você conta com uma cadeira numerada, sem transtornos.
Chegamos cedo, para não corrermos o mesmo risco da primeira tentativa, e já estávamos com ingressos na mão há mais de 15 dias. Nosso ponto foi estratégico, no meio da torcida organizada. E aqui o nome organizada é no sentido literal. Eles tem músicas para cada jogador, tem animadores que revezam entre si, uma banda e até as letras das músicas são distribuídas para os torcedores. Outro detalhe: uma torcida não atrapalha a outra. Cada uma tem seu momento de animar e dar o incentivo aos jogadores do seu time. Tudo bem sistemático!
O estádio conta com banheiros em cada entrada de alas de cadeiras. E os banheiros são limpos e confortáveis.
Lá dentro há vendedores ambulantes como em qualquer estádio brasileiro, a diferença está na forma como eles vendem os produtos. Todos são devidamente uniformizados e comercializam produtos de qualidade.
A tranquilidade do jogo, a organização e o conforto nos permitiram pensar em levar nossos filhos outras vezes para este tipo de programa. Não há riscos de violência e o horário é adequado para um passeio familiar, pois começa à 1 e 30 da tarde e termina por volta das 4 e 30.
Agora, dizer que o jogo foi emocionante, não é verdade. O jogo é bom, diverte, mas, não sei se pela falta de conhecimento em beisebol ou se pelo fato de ter sido apenas um amistoso, não chegou a me empolgar tanto. Mas, assistir à partida de hoje me fez sentir falta de ir ao estádio para ver um bom jogo de futebol. Talvez se nossos estádios tivessem a segurança e a estrutura que vi hoje, a ida ao campo estivesse dentro dos programas familiares de qualquer brasileiro.
Falando em futebol, nosso próximo programa esportivo será um jogo do Nagoya Grampus, o time de futebol da cidade. O time tem dois estádios, um aqui em Nagoya, com capacidade para 20 mil pessoas, e outro na cidade de Toyota, que fica a poucos quilômetros daqui, com capacidade para 40 mil torcedores. Neste caso, a partida será válida pela Liga de Futebol do Japão, não um amistoso, como no caso do beisebol.
O que importa é que o jogo foi bom, as crianças adoraram e já viraram fãs do Chunichi Dragons.
A propósito: hoje perdemos o jogo, mas amanhã tem mais. Ganbatte*, Dragons!!!
*Expressão comum na língua japonesa que quer dizer: esforce-se! É uma palavra de incentivo quando você está em algum momento de disputa ou buscando conquista algo.
P.S. Estava assistindo a uma outra partida agora há pouco pela TV e, pelo fato de já entender mais das regras, já me empolguei. Pelo visto, ir ao estádio para assistir ao beisebol vai virar programa de família.
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Kyoto: uma viagem inesquecível
Deu para perceber que em apenas dois dias nós vimos e fizemos muita coisa em Kyoto, né? E olhe que não falei de muitas outras coisas, como da Universidade de Kyoto, por exemplo. Vou deixar este assunto, em mais detalhes, para uma outra viagem por lá, que com certeza terá!
Em 20/03/10, 12:00
Kyoto é uma cidade linda, mágica e ótima para se passear. Lá você vivencia a história tradicional do Japão e percebe os detalhes da terra do sol nascente.
E esta magia é tão presente que o tempo todo a gente se deparava com o Japão do século passado. As tradições são mais nítidas. Encontramos até um casamento tradicional, num Templo Xintoísta.
Os noivos que encontramos no Templo
Realmente foi muito bom e pretendemos voltar! Kyoto é uma cidade para se visitar muitas e muitas vezes. E pode apostar, lá você se encanta com tudo o que encontra.
Viva Kyoto!
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A noite de Kyoto
Nos dois dias em que ficamos em Kyoto, deu para perceber que a cidade é diferente de tudo o que já vi e vivi aqui em Nagoya. Um dos aspectos é a forma de ser do povo japonês. Eles são mais expansivos, mais alegres, falam alto, enfim, bem diferentes dos japoneses de Nagoya.
Em 20/03/10, 11:29
Logo que chegamos e pegamos o ônibus, deu para perceber as enormes diferenças entre o povo de lá e o de cá. Enquanto por aqui não se ouve nenhum ruído sequer dentro dos ônibus, lá parecia que estávamos em qualquer lugar do mundo, menos no Japão.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a andar à noite pelo centro de Kyoto. Aqui em Nagoya tem muito agito à noite, isso é verdade! Apesar de nunca ter ido aos barzinhos ou boates por aqui, nós já andamos altas horas em pontos agitados e o que vi foi bem diferente do que encontrei em Kyoto.
Não sei se pelo fato das ruas serem mais estreitas, da infinidade de estrangeiros de tudo o que é lugar do mundo ou se é mesmo do comportamento das pessoas de lá, a agitação da noite é diferente. É tudo muito mais animado. Em todo canto você encontra bares, boates e as pessoas ficam no meio da rua conversando, bebendo, passeando... A atmosfera de Kyoto é diferente.
Não foi desta vez que eu e meu marido fomos conferir de perto as baladas japonesas, mas o que deu para perceber é que Kyoto tem mais alegria e agitação no ar!
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As Gueixas de Kyoto
Uma das muitas coisas que queria ver em Kyoto eram as gueixas. Mas as verdadeiras, legítimas, de carne e osso, como manda a tradição.
Em 20/03/10, 10:44
Um amigo nosso já havia nos avisado que tem os bairros tradicionais em Kyoto e que você as vê em determinados pontos, exibindo toda a sua beleza e encanto. Mas não é tão comum encontrá-las.
Fiquei pedindo o tempo inteiro para minha amiga (e guia, pois ela mora lá) para ir a estes locais e dizendo que não aceitaria ir a Kyoto e não ver uma gueixa de verdade.
Logo na saída do Kyomizudera, antes mesmo de partirmos para a Kyoto tradicional, encontramos com três gueixas, de verdade! As roupas e os sapatos lindos, cheios de detalhes e nos remetendo ao Japão pré-guerra. Me senti no cenário do filme "Memórias de uma gueixa", em que a bela Chiyo se transforma na linda gueixa Sayuri.
As gueixas que encontramos nas ruas de Kyoto
Ao encontrá-las, fomos prontamente pedir para tirar fotos. Imediatamente nos foi autorizado, desde que não chegássemos próximo e as deixássemos sozinhas, não podíamos aparecer juntas.
Naquele instante pensei no que na verdade é uma gueixa, uma mulher de vida de glamour ou sofrida. O que são as gueixas que causam tantas fantasias na cabeça de homens do mundo inteiro?
De acordo com o filme norte-americano, acima citado, "Memórias de uma Gueixa", o que dá a entender é que elas são damas de companhia, até mesmo, prostitutas de luxo ou prostitutas japonesas. Ledo engano! Este é um conceito equivocado, pois as gueixas não envolvem sexo. Na verdade, gueixas são mulheres japonesas extremamente cultas, que estudam música, dança, arte, além da arte de sedução, mas sem sexo ou algo que chegue perto disso.
Uma das gueixas mais famosos é Mineko Iwasaki. O filme e o livro foram inspirados nela. Mas depois rendeu processo e tudo mais pela forma equivocada como o autor retratou a vida das gueixas e por ter revelado o nome dela, algo que tinha ficado acertado que seria mantido em sigilo. Iwasaki inclusive acabou contando a sua real história e revelando os encantos da vida de uma gueixa no livro "Minha vida como Gueixa".
Mineko Iwasaki - uma das gueixas mais famosas do Japão
Agora, para mim foi uma honra ver de perto uma gueixa de verdade, com todo seu encanto, tradição, status e delicadeza.
Ainda não sei se a vida delas é repleta de glamour ou de renúncias, a dúvida permanece! Mas a leitura do livro vai me levar a um caminho para o fim desta dúvida.
A certeza que tenho é que as gueixas são realmente um encanto!
E não dá para ir a Kyoto e não vê-las, faz parte da tradição!
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Os templos de Kyoto - parte II
Segundo dia em Kyoto e fomos ao famoso Templo do Pavilhão Dourado ou Kinkakuji. O lugar é realmente lindíssimo! Sei que tem outros templos muito bonitos em Kyoto, em meio aos 1.600 que existem por lá, mas não visitar o Kinkakuji seria uma ofensa ao nosso passeio.
Em 15/03/10, 08:33
O templo onde se situa o Pavilhão Dourado chama-se Rokuon-ji e foi construído em meados do Século XIII, mas só no ano de 1397 foi construído o famoso Pavilhão Dourado no meio do lago espelhado, Kyouko-chi, repleto de carpas coloridas. O pavilhão de ouro foi construído como novo lar de descanso do shogun Ashikaga Yoshimitsu.
O pavilhão dourado possui o segundo e o terceiro pisos cobertos por folhas de ouro puro. E no alto, também de ouro, uma fênix chinesa.
Após a morte de Yoshimitsu, no ano de 1408, o pavilhão dourado se transformou em templo zen-budista. Lá é possível encontrar pinturas datadas dos séculos XIII e XIV, além de relíquias sagradas de Buda.
No ano de 1950 um monge fanático incendiou o local e em 1955 foi feita a restauração do templo. O local foi restaurado recentemente e foram colocadas folhas de ouro mais espessas tanto no tanto no telhado, quanto no segundo e no terceiro pisos.
Durante a visitação, em alguns horários, é possível a apreciação da tradicional cerimônia do chá.
O local é realmente lindíssimo! Todos nós adoramos o que vimos durante o tempo em que ficamos por lá!
Realmente ir a Kyoto e não visitar o Kinkakuji é inaceitável!
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Os templos de Kyoto - parte I
Kyoto é uma cidade linda e que vale a pena conhecer! Alegre, contagiante e sempre bem movimentada. Não interessa em qual estação estamos e nem se é período de férias ou não, a cidade sempre recebe milhares de turistas. É muita gente todos os dias visitando os templos e tudo o que revela a história do Japão.
Em 15/03/10, 07:55
Templos são inúmeros, não dá para ver numa única viagem, a não ser que você fique vários dias por lá.
Desde que cheguei por aqui que me planejo para conhecer a cidade das gueixas. Na verdade, Kyoto está em meus planos antes mesmo de pensar em vir morar aqui na terra do sol nascente.
Passamos dois dias por lá e não me decepcionei com o que vi, pelo contrário, fiquei com mil coisas a fazer e mil lugares a visitar.
Bom, mas os templos são um capítulo a parte. Eu, na verdade, só fui em três. Não deu para ver mais nada! Mas fui nos dois mais famosos: Kyomizudera e Kinkakuji. Os dois são magníficos! Encantadores! E olhe que não fui nas duas estações mais lindas, que são a primavera e o outono (estamos saindo do inverno e começando a primavera, mas ainda não temos as cerejeiras).
No primeiro dia em Kyoto fomos logo no Kyomizudera. O templo budista foi construído no ano de 798 d.C.
As construções foram feitas nas encostas de uma montanha e você tem uma vista fantástica da cidade. Ficamos por lá algo em torno de 2 horas, por causa da imensidão do lugar. Além do templo você tem outras coisas a ver, como os jardins, por exemplo.
Kyomizudera quer dizer, na verdade, Templo da Água Pura. E lá você pode beber da água que cai de três fontes diferentes: sabedoria, dinheiro ou amor. Adivinhem qual é a maior fila? O amor, é claro! Mas nós optamos pela inteligênica.
O templo é Patrimônio Cultural da Unesco. Nesta época do ano o local é aberto à visitação no período da noite e recebe uma iluminação especial.
Nas proximidades do templo você dá de cara com gueixas (legítimas). É um passeio repleto de história e encantamento!
Bom, depois de tanta maravilha, deixamos o Kinkakuji para o nosso segundo dia.
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Viagem a Kyoto
Gente, depois de um ano morando no Japão, realizei um dos grandes sonhos da minha vida, conhecer a cidade de Kyoto.
Em 11/03/10, 03:56
Kyoto foi a primeira capital do Japão, daí o nome, que quer dizer, cidade capital.
Antes de falar de tudo que vi nestes dois dias, adianto que farei vários posts, pois tem muita coisa para comentar.
O fato de ter ido para lá com minha família e de encontrar duas grandes amigas, uma delas deve ter chegado ao Brasil hoje (que pena! que saudade!), fez com que a viagem se tornasse ainda mais especial.
E Kyoto realmente é um lugar mágico. Além da arquitetura de séculos passados, existem cerca de 1600 templos budistas e algo em torno de 400 xintoístas. A cada esquina você se depara com um, sempre com rara beleza. Além disso, o fato de você se aproximar do Japão tradicional, como a existência das gueixas legítimas, por exemplo, transforma a viagem num retorno ao passado.
Mas Kyoto também tem uma noite agitada, com muitos turistas e moradores estrangeiros. A efervecência no centro da cidade me surpreendeu, tendo em vista que em Nagoya não vejo tanto o que vi por lá.
Kinkakuji - Pavilhão Dourado
Deu para perceber que tenho muita coisa para contar, né? Agora é aguardar e acompanhar o blog durante estes dias.
Vamos mergulhar nos encantos de Kyoto!!!!
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Arigatô!!!!
Fiquei realmente feliz com os e-mails que recebi sobre o blog. Adorei todas as sugestões enviadas e vou escrever sobre todas, pode apostar!
Em 11/03/10, 03:51
Como estou envolvida nesta rotina, às vezes, detalhes passam despercebidos e, só você, pode me abrir os olhos para aspectos do Japão que já não me chamam a atenção (pelo menos não tanto) neste quase um ano de vida por aqui.
Mandem e-mails, sugestões, comentários!
Para mim, a sua participação é essencial.
Arigatô!
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Sugestões e comentários são bem-vindos
Se você acompanha as postagens do Arigatô e quiser comentar os assuntos abordados ou entrar em contato, basta manda e-mail para arigato@cidadeverde.com. Estou esperando! Arigatô!!!!
Em 04/03/10, 12:23
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Meu primeiro jogo de beisebol ainda não foi o primeiro
Em 04/03/10, 10:21
Nagoya Domu - Estádio dos Dragons
Pela primeira vez na vida fui a um estádio de beisebol para acompanhar uma partida. O jogo era dos donos da casa, o time de Nagoya, chamado Chunichi Dragons. Como a temporada não começou ainda, era apenas um amistoso.
Para não fugir a regra de uma boa brasileira, deixei para comprar os ingressos na porta, no dia, apenas duas horas e meia antes do jogo. Resultado: o estádio, com capacidade para 40 mil pessoas, já estava lotado. Não haviam mais ingressos há uma semana.
Olha quanta gente para ver um simples amistoso!!!
As filas na porta eram enormes. Andavam rápido e tudo muito bem organizado, mas você quase não via fim para as mesmas.
Não foi desta vez que entrei no famoso Nagoya Domu e acompanhei de perto uma partida de um dos esportes mais populares do Japão.
Frustrações a parte, principalmente por parte dos meus filhos (confesso que fiquei bem desapontada também), fomos à procura do próximo amistoso.
Agora já garantimos os ingressos de todos para o jogo do dia 20 de março, com bastante antecedência, como deve ser.
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Falando em sistema de transporte
Se existe algo que ainda não senti falta na minha vida do outro lado do mundo foi do meu carro. Algo que eu era totalmente dependente em Teresina.
Em 25/02/10, 21:37
Aqui não sinto falta nem mesmo para ir ao supermercado. A razão é a facilidade e a qualidade dos transportes públicos e a conservação e também qualidade das calçadas, ruas e avenidas.
Quando estou disposta vou de bicicleta. Sem riscos, sem trânsito.
Mas se necessito me deslocar para qualquer lugar, na maior tranquilidade, pego um metrô ou um ônibus.
Vários fatores fazem eu me sentir confortável para utilizar ônibus ou metrô.
Primeiro: pontualidade. Se preciso me deslocar é muito fácil calcular em quanto tempo chego em determinado lugar. Tanto um quanto o outro são precisos! Em cada parada de ônibus, por exemplo, você tem uma tabela com os horários que eles passam e a rota dos mesmos. Além disso, o motorista informa a parada seguinte, o que deixa você relaxado quanto ao caminho seguido. O metrô também é pontual e na tabela de horários tem o tempo que o mesmo leva para cada estação. Sem erros!
Segundo: qualidade do serviço. Ao entrar no ônibus você coloca seu dinheiro numa máquina e a mesma dá o troco, certo, até 1 iene que seja. Não existem cobradores, o motorista faz tudo. O ônibus para, você entra, depois que você senta, o mesmo sai da parada. Tudo sem atrasos, dentro da velocidade permitida. Quando está quente, o ônibus tem ar-condicionado. Se está frio, aquecedor.
No caso do metrô o esquema é o mesmo, há aquecedor e ar-condicionado.
Terceiro: você não precisa saber japonês, os transportes públicos contam com informações, escritas e faladas, em japonês e em inglês. Em Nagoya, em alguns pontos, há até instruções em português devido ao grande número de brasileiros por aqui. Os próprios motoristas de ônibus, não sei se isto é regra, falam inglês.
A qualidade dos serviços é tão alta que os motoristas andam sempre bem vestidos (as roupas são padronizadas) e são preparados para atender pessoas em cadeira de rodas e mulheres com carrinhos de bebês, por exemplo. Neste último caso, em particular, um dia saí com uma amiga indiana e o filho dela no carrinho. Ao pegarmos o ônibus o motorista parou, foi ajudá-la a entrar e ainda prendeu o carrinho com um cinto na cadeira dela, com um equipamento especial.
O único problema dos transportes públicos é o preço. O ônibus é algo em torno de 4 reais, na cotação de hoje. E o metrô varia de 4 a 6 reais, dependendo do trecho. Nos finais de semana você pode utilizar um cartão único que gira em torno de 13 reais e pode utilizar ônibus e metrô incontáveis vezes até a meia-noite. Mas, na verdade, se você não quiser gastar muito, a bicicleta resolve muito bem.
Tem de tudo dentro do seu bairro. Os transportes públicos acabam ficando para os dias de chuva, neve e preguiça. Ou para os grandes deslocamentos.
O importante é saber que podemos contar com os mesmos, com um serviço de alta qualidade, e rodar por toda a cidade, sem constrangimentos ou dificuldades.
Realmente os transportes públicos em Nagoya são de primeiro mundo!!!!
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Nagoya e a acessibilidade
Em posts anteriores eu comentei como a cidade de Nagoya é bem planejada, que não há engarrafamentos, mesmo com uma população (só em Nagoya, sem contar a grande região), girando em torno de 2 milhões e meio de habitantes.
Em 25/02/10, 21:24
E é realmente incrível como tudo funciona, especialmente, neste caso, o trânsito.
Mas o que acho realmente fantástico são as obras de acessibilidade que facilitam os portadores de deficiência a ter uma vida mais independente.
As ruas e calçadas, em qualquer lugar da cidade, possuem rampas e sinalização para cegos e deficientes visuais. Além disso, há sinais sonoros por onde se anda, nos cruzamentos, nos semáforos, elevadores, escadas rolantes, em tudo.
As portas possuem sensores. Os caixas eletrônicos também, além de sistemas que facilitam a vida de quem, teoricamente, possui limitações físicas ou mentais.
Os sistemas de transporte público, como o metrô e os ônibus, são totalmente adaptados aos cegos, deficientes físicos e idosos. Você não precisa se preocupar em como vai entrar ou sair desse locais, há elevadores, rampas e funcionários capacitados para atender qualquer, sem distinção.
Em virtude disto, por onde se anda se vê idosos e portadores de deficiência inseridos na sociedade numa vida normal, como deve ser, como são. Eles vivem de forma totalmente independente, como deve ser.
É gratificante ver isso pelas ruas da cidade de Nagoya, a aplicação dos impostos pagos em benefícios da sociedade.
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Adeus, meu amigo!
Um grande amigo se foi! Difícil de acreditar! Uma pessoa querida, e eu aqui, tão longe, sem poder dar-lhe meu adeus!
Em 05/02/10, 19:26
Comecei a trabalhar com televisão com Dogno Içaiano, em 1996. Aprendi muita coisa com ele. Coisas que até hoje guardo comigo. Além do lado profissional, Dogno sempre foi um grande ser humano. Durante 13 anos de convivência não lembro de tê-lo visto de mau humor.
Dogno era uma das poucas pessoas que ainda me chamam de Lalinha, apelido de criança.
Fizemos bons trabalhos, excelentes, e também muitas bombas!
Dentre estes trabalhos alguns me marcaram pela forma como Dogno registrou as imagens. Sua sensibilidade, seu espírito livre!
Às vezes, a vontade de capturar uma boa imagem era tão grande que ele esquecia onde estava e que era apenas um homem e tinha limitações.
Lembro-me de situações engraçadas, embaraçosas e difíceis.
O que importa é que Dogno fazia o que gostava. E levava para os telespectadores belas imagens do nosso Piauí.
Meu amigo, você fez história! Ainda tinha muita história, eu sei! Mas vá em paz, tendo a certeza de missão cumprida. O papel que decidiu exercer durante sua vida ao lado da Maria, de suas filhas, neto e amigos, foi bem executado. Continue sorrindo!
Segue em paz, amigo! Você vai deixar saudades! Sentirei falta de seu grito no meio da redação: "Lalinha!!!"
Que Deus o acompanhe!!!!
Fábio Lima - cidadeverde.com
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Brasileira famosa no Japão
Como o japonês adora bossa nova, tem uma brasileira que faz muito sucesso por aqui Lisa Ono. Ela é descendente e, aos 10 anos de idade, veio morar em Tokyo.
Em 02/02/10, 11:27
Desde pequena que toca bossa e faz shows por aqui e no Brasil.
A brasileirinha tem talento!
Fonte: forum.munkonggadget
http://www.youtube.com/watch?v=_dfG6BM75uY (clique aqui para assistir)
http://www.youtube.com/watch?v=SG9Mj6_o_HY (clique aqui para assistir)
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O Brasil pela visão nipônica
É engraçada a visão que os estrangeiros tem uns sobre os outros. Sabe aquelas características que ganham fama e viram voz geral? Tipo: "brasileiro é barulhento!"
Em 02/02/10, 11:04
Pois é, quando a gente está fora do nosso país é que tem a percepção real da nossa imagem perante o mundo.
Especificamente com relação à imagem que temos diante dos japoneses, é interessante quando eles perguntam: "Brasileira? Samba?" Ou então: "Brasileira? Kaká!!!!" Ou ainda: "Bossa nova! Futebol!"
Na maioria das vezes isto nos faz sentir bem, pois alguns talentos intelectuais e no mundo do esporte são conhecidos em todo o mundo.
Falando especialmente da música, o japonês tem muita admiração pela nossa bossa nova. Quando você está em algum ambiente sofisticado é comum escutar clássicos da bossa, tanto em gravações originais, quanto em versões nipônicas. De repente, quando me dou conta: "meu Deus, é bossa nova! Quem está cantando é João Gilberto!".
Outro detalhe é quando nos perguntam sobre esporte. Imediatamente eles mesmos falam: "tirando o futebol, qual esporte você gosta?" "Ah! Brasileiro já nasce sabendo jogar futebol!". Enfim... Kaká, Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, são unanimidade por aqui. Vestir uma blusa da seleção brasileira então, é batata: você vai atrair olhares!
Depois que vim para cá constatei algumas "lendas":
1. Brasileiro é realmente barulhento!
2. A nossa música é linda e uma das melhores do mundo
3. Realmente a gente já nasce sabendo futebol (hehehehehehehehehe!!!!)