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  • Jogo de beisebol: hoje eu fui!!!

    Hoje, finalmente fui ao meu primeiro jogo de beisebol. Apesar de não entender nada das regras de um dos esportes mais populares do Japão, confesso que me diverti muito e achei o programa interessante, podendo até ser repetido.

    O que mais me chamou a atenção foi a organização do estádio. Tudo limpo, moderno e sem problemas. As filas existiam, mas tudo muito rápido. Verdade que hoje o jogo era um amistoso, partida de pré-temporada, mas, mesmo assim, recebeu um público razoável.

    A paixão do japonês pelo beisebol é muito grande. Tanto que é comum encontrar crianças, jovens, mulheres, idosos, uniformizados, dentro e fora do estádio. Logo na estação do metrô em que fica localizado o estádio você se depara com dezenas de fotos, banners, todo um material visual pelas paredes do metrô. São fotos dos jogadores, dos títulos conquistados pelo time, fotos históricas etc. Em dia de jogo é comum os trens lotados com um monte de gente uniformizada, além de trens temáticos, adesivados com as cores, logomarca e tudo o mais do time da casa, paixão do povo de Nagoya.

    O estádio do Chunichi Dragons, o time de beisebol de Nagoya, fica ao lado de um shopping center e tem capacidade para 40 mil pessoas. Moderno, mesmo com ingressos promocionais, você conta com uma cadeira numerada, sem transtornos.

    Chegamos cedo, para não corrermos o mesmo risco da primeira tentativa, e já estávamos com ingressos na mão há mais de 15 dias. Nosso ponto foi estratégico, no meio da torcida organizada. E aqui o nome organizada é no sentido literal. Eles tem músicas para cada jogador, tem animadores que revezam entre si, uma banda e até as letras das músicas são distribuídas para os torcedores. Outro detalhe: uma torcida não atrapalha a outra. Cada uma tem seu momento de animar e dar o incentivo aos jogadores do seu time. Tudo bem sistemático!

    O estádio conta com banheiros em cada entrada de alas de cadeiras. E os banheiros são limpos e confortáveis. 
    Lá dentro há vendedores ambulantes como em qualquer estádio brasileiro, a diferença está na forma como eles vendem os produtos. Todos são devidamente uniformizados e comercializam produtos de qualidade. 

    A tranquilidade do jogo, a organização e o conforto nos permitiram pensar em levar nossos filhos outras vezes para este tipo de programa. Não há riscos de violência e o horário é adequado para um passeio familiar, pois começa à 1 e 30 da tarde e termina por volta das 4 e 30.

    Agora, dizer que o jogo foi emocionante, não é verdade. O jogo é bom, diverte, mas, não sei se pela falta de conhecimento em beisebol ou se pelo fato de ter sido apenas um amistoso, não chegou a me empolgar tanto. Mas, assistir à partida de hoje me fez sentir falta de ir ao estádio para ver um bom jogo de futebol. Talvez se nossos estádios tivessem a segurança e a estrutura que vi hoje, a ida ao campo estivesse dentro dos programas familiares de qualquer brasileiro.

    Falando em futebol, nosso próximo programa esportivo será um jogo do Nagoya Grampus, o time de futebol da cidade. O time tem dois estádios, um aqui em Nagoya, com capacidade para 20 mil pessoas, e outro na cidade de Toyota, que fica a poucos quilômetros daqui, com capacidade para 40 mil torcedores. Neste caso, a partida será válida pela Liga de Futebol do Japão, não um amistoso, como no caso do beisebol.

    O que importa é que o jogo foi bom, as crianças adoraram e já viraram fãs do Chunichi Dragons.
    A propósito: hoje perdemos o jogo, mas amanhã tem mais. Ganbatte*, Dragons!!!

    *Expressão comum na língua japonesa que quer dizer: esforce-se! É uma palavra de incentivo quando você está em algum momento de disputa ou buscando conquista algo.

    P.S. Estava assistindo a uma outra partida agora há pouco pela TV e, pelo fato de já entender mais das regras, já me empolguei. Pelo visto, ir ao estádio para assistir ao beisebol vai virar programa de família.


    Em 20/03/10, 12:24
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