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Etc. e tal
Firmino Filho e Elmano hoje encarnam o dilema vivido por Teresina, obrigada a optar entre dois caminhosTeresina decide hoje seu próprio destino nos próximos quatro anos pelo menos. Vive com intensidade o segundo turno das eleições municipais – umas das mais disputadas dos últimos tempos –, e resolve finalmente um aparente dilema: qual dos dois caminhos, aí apresentados à escolha popular, a cidade seguirá? Um dos caminhos, representado pela figura do candidato do PSDB à Prefeitura de Teresina, Firmino Filho, reconduzirá os tucanos ao poder político-administrativo da capital, consagrando um paradigma de gestão construído ao longo de sucessivas administrações.Desde que o professor Wall Ferraz assumiu o cargo de prefeito, em 1985, este grupo – hoje liderado por Firmino e pelo ex-prefeito Sílvio Mendes – tem conseguido manter-se no controle das ações na capital, até a posse do prefeito Elmano Férrer, em 2010, sucedendo Sílvio Mendes. Wall Ferraz e seu grupo político migraram do PMDB para o então recém-criado PSDB – uma dissidência nacional dos peemedebistas –, e consolidaram um estilo de administrar baseado no equilíbrio fiscal, o que permitiu adotar uma tabela anual de pagamento dos salários dos servidores, sem atrasos, nos anos 80 e 90.O outro caminho, personificado pelo candidato do PTB à reeleição, Elmano Férrer, garantirá obviamente a continuidade da atual administração, aumentando a enorme expectativa quanto à realização das chamadas obras estruturantes, essenciais ao desenvolvimento de Teresina. Essa esperança é justificada pela forma com que Elmano comandou a prefeitura, intensificando atitudes há muito tempo esperadas, intervenções rápidas e eficazes, como asfaltamentos, calçamentos, urbanização, iluminação de praças e vias públicas, recuperação de espaços culturais e esportivos, etc.Dois caminhosElmano terminou emplacando a marca de bom gestor, surpreendendo a própria população e principalmente o PSDB, ex-aliado e atual adversário, com quem rivaliza a disputa pela confiança do eleitorado. Ao imprimir sua característica como político e administrador, ele tentou desconstruir um conceito tão persistentemente cultivado pelos tucanos ao longo de mais de duas décadas. E tal postura criou o atual dilema, obrigando os teresinenses a optar entre dois caminhos supostamente opostos, que poderão levar ou não ao enfrentamento correto dos graves problemas vivenciados por Teresina.Seja qual for a decisão dos eleitores, revelada com a abertura das urnas logo mais, espera-se que o vencedor possa cumprir seu mandato com correção, responsabilidade e compromisso com a solução dos grandes desafios da capital. Afinal de contas, todos sabem que a cidade hoje agoniza diante do caos no trânsito, causado pela ausência de novos equipamentos que garantam a mobilidade do cidadão. Todo mundo aguarda o aprofundamento do processo de melhoria da qualidade de vida das pessoas, sobretudo as mais necessitadas. Todos exigem uma educação pública melhor. Etc. e tal.
Comente aqui! / Em 28/10/12, 11:34
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Irmãos Karamazov da política teresinense
Firmino Filho e Elmano Férrer são originários de um mesmo grupo que perdura no poder há decadasOs números da mais recente pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Captavox, no período de 29 a 31 de agosto deste ano, estão consolidando a tendência de definição quanto aos dois protagonistas que irão disputar o segundo turno das eleições municipais. Os candidatos do PSDB, Firmino Filho, e PTB, Elmano Férrer, à Prefeitura de Teresina aparecem melhor colocados nas pesquisas, e abrindo vantagem significativa em relação aos demais adversários. Ambos deverão, portanto, estar no segundo turno.Firmino e Elmano representam, de certa forma, as duas faces da mesma moeda, ou seja, as forças político-partidárias que controlam o poder administrativo da cidade há pelo menos 27 anos. Aliados formais durante o mandato e meio do então prefeito tucano Sílvio Mendes (2005-2010), os dois grupos se tornaram adversários desde 2010, quando Sílvio renunciou para disputar as eleições ao Governo do Estado, sendo derrotado pelo atual governador Wilson Martins. Todos lembram que o PTB optou por apoiar Wilson, em detrimento de Sílvio, no segundo turno.Nas eleições de 2010, ambos começaram a aprofundar tal processo de distanciamento mútuo, marcado pelo estilo de administrar de Elmano Férrer, quebrando um paradigma de gestão eficiente construído pelo PSDB ao longo de duas décadas. Com agilidade, caracterizada na grande quantidade de intervenções pequenas, porém importantes, no cenário urbano de Teresina, o atual prefeito expôs o conceito de administração tucana, agora questionada por não ter feito aquilo que poderia ter sido feito, há muito tempo.Sem novidadesSão estes dois grupos antagônicos – antigos aliados de primeira hora – que rivalizam nesta disputa eleitoral, polarizando-a e demonstrando que não houve mudança significativa no cenário político teresinense. No fundo, não há novidades históricas nestas eleições, pois, a julgar pelas trajetórias estatísticas das campanhas colocadas em jogo, refletidas nas pesquisas eleitorais, é o mesmo grupo, dividido em dois – um veio do outro –, que agrega as maiores possibilidades de vitória. Poder-se-ia dizer que o poder continuará nas mãos de quem o detém há mais de 27 anos.Pelo menos esta é a tendência assim manifestada na campanha. A mudança nestas eleições poderia configurar-se na alternativa representada pela candidatura do PT ao Palácio da Cidade, assumida pelo senador e ex-governador Wellington Dias, que está em terceiro lugar na disputa, de acordo com as pesquisas. Mas o petista vem perdendo fôlego, e mesmo começando na segunda colocação – com 25,6% das intenções na pesquisa Captavox, realizada nos dias 03 e 04 de julho – não deve conseguir reverter um quadro que lhe é consideravelmente desfavorável.
Comente aqui! / Em 05/09/12, 11:40
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O essencial é visível na TV
Candidatos conseguirão êxito na propaganda da TV se conseguirem provar capacidade de realizaçãoA campanha eleitoral para prefeito de Teresina entrou nesta semana na fase dos programas de rádio e TV, no espaço destinado à propaganda eleitoral gratuita. Mas o primeiro vídeo dos candidatos ao Palácio da Cidade, veiculado nesta quarta-feira (22), dificilmente influenciou a decisão de voto do eleitorado da capital. Descontadas as diferenças quanto à forma e estética dos programas, peculiares a cada candidato, o que se viu foram programas de roteiro semelhante, basicamente marcados pela mesmice. Houve uma apresentação de cada candidato.Nada mais natural, considerando que os programas eleitorais iniciais sempre tiveram este caráter institucional nítido, de apresentação das biografias dos candidatos, humanizados, mostrados como bons moços, cheios de virtudes, etc. Deixa-se para um segundo momento, portanto, o início do debate eleitoral propriamente dito, abordando propostas, e críticas às candidaturas adversárias estrategicamente mais ameaçadoras aos interesses de quem está na disputa. Não há muito que se analisar em relação ao começo da propaganda eleitoral televisiva.É importante considerar, entretanto, a respeito dos programas dos candidatos na TV, que nestas eleições municipais deverá levar vantagem quem melhor souber mostrar seus pontos positivos. Parece óbvio, mas a campanha – principalmente na TV – será mais eficaz na medida em que conseguir convencer o eleitorado de que a candidatura em questão representa efetivamente intervenções decisivas do poder público no sentido do desenvolvimento da comunidade.Maturidade democráticaO que hoje impressiona de forma predominante é a capacidade de promover avanços verdadeiros, e não promessas vazias, propostas supostamente mirabolantes, esforços no sentido de apresentar-se como alguém “novinho em folha”, sem passado, sem prestação de contas. A maturidade do processo democrático brasileiro felizmente tem apresentado este lado positivo da saturação do povo com o discurso vazio dos políticos, da falta de compromisso dos governantes e legisladores com a população.Está se fortalecendo uma consciência política, fruto não do nível educacional da população, mas do aprendizado empírico de votar errado, ou na lebre e eleger o gato, e as consequências advindas de uma escolha errada. E neste contexto o discurso político-ideológico mais efetivo dos candidatos, especialmente aquele a ser manipulado através das atuais técnicas de produção de programas na TV, deverá ser aquele que é associado à capacidade de realização do candidato. Especialmente, em Teresina, uma cidade com problemas graves e desafios gigantescos.
Comente aqui! / Em 23/08/12, 14:32
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A largada de Elmano
Elmano Férrer cumprimenta comerciante e comemora o crescimento significativo de sua campanhaAs pesquisas eleitorais estão mostrando claramente uma tendência de forte crescimento do prefeito Elmano Férrer, candidato do PTB à reeleição. Elmano arrancou, na primeira quinzena do período eleitoral, e ultrapassou o candidato Beto Rego (PSB), assumindo a terceira posição no ranking das intenções de voto, em situação já de empate técnico com o senador Wellington Dias, postulante do PT ao Palácio da Cidade. O prefeito aparece como o que mais cresceu entre os quatro candidatos melhor colocados na atual corrida sucessória. É o que se conclui quando se compara os números das pesquisas.Na pesquisa do Instituto Captavox, realizada nos dias 03 e 04 deste mês, com 1.000 eleitores, em 59 bairros e comunidades rurais, Elmano surgia com 13,6% das intenções de voto, em quarto lugar. À frente do prefeito, estavam Beto Rego (20,6%), Wellington Dias (25,6%) e Firmino Filho (31,7%), o líder de todos os levantamentos até o momento. Na pesquisa realizada pelo Instituto Piauiense de Opinião Pública - Amostragem, cerca de 10 dias depois – entre 13 e 16 de julho –, Elmano apareceu com 18,13% das intenções de voto.Comparando os números apresentados nas duas pesquisas eleitorais, o prefeito ostenta um crescimento de quase cinco pontos percentuais, ainda que este tipo de comparação estatística – das duas pesquisas, feitas por institutos diferentes, com metodologias provavelmente diversas – seja questionável. Mesmo assim, os números divulgados até o momento servem para apontar duas tendências importantes. Além do significativo crescimento de Elmano Férrer, o segundo turno parece consolidado, afastando por sua vez qualquer possibilidade de vitória do candidato tucano no primeiro turno.Segundo turnoResta saber quem irá para o segundo round eleitoral com Firmino Filho. Será Wellington Dias e seu favoritismo, o prefeito, ou o candidato azarão Beto Rego, que surpreendeu a todos ao ter seu nome lançado na última semana de junho deste ano? Na comparação das duas pesquisas, o candidato petista teria caído nada menos do que 5% nos primeiros 15 dias da campanha, um desempenho surpreendente do ponto de vista negativo, pois se imaginava que o senador do PT cresceria nesta reta inicial. Na pior das hipóteses admitia-se uma estabilização da candidatura de Wellington. Mas ele caiu, ou parece ter caído.Já o candidato do PSDB cresceu em torno de 1,5%, confrontando-se as duas pesquisas, o que é bastante positivo, levando-se em conta que seu grande capital político-eleitoral foi parcialmente minado com os ingressos de Wellington Dias e Beto Rego na disputa. Esses números retratam apenas o começo de uma campanha que promete ser muito concorrida, principalmente a partir do início da propaganda gratuita no rádio e TV. Só as urnas do próximo 7 de outubro poderão revelar os vencedores e perdedores deste processo eleitoral. Mas qualquer um dos quatro candidatos principais reúne chances de ser eleito.
Comente aqui! / Em 17/07/12, 23:54
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Por eleições mais participativas
Candidatos a prefeito de Teresina disputam processo eleitoral que deveria ter maior participação socialO início da campanha eleitoral tem sido caracterizado pelo desinteresse e apatia geral em relação às campanhas dos candidatos, seus partidos e coligações. Isto é de praxe. É uma situação natural, considerando que quase todo início de campanha encontra estas máquinas eleitorais ainda em processo de estruturação. A maioria dos comitês ainda está sendo montada, as estratégias, em processo de definição, e os programas e propostas, sendo fechados em discussões que envolvem as cúpulas político-partidárias, os profissionais a serviço do marketing eleitoral, cabos eleitorais, etc.Tem sido assim, vamos dizer, desde o início deste século, após 15 anos de redemocratização e a transformação do voto, do processo eleitoral como um todo, em algo natural, corriqueiro, próprio da democracia. As pessoas se acostumaram a votar em seus candidatos, elegê-los ou não, escolher seus gestores, e, se insatisfeitas, colocar pessoas e grupos oposicionistas no poder, e vice-versa. Por outro lado, o desencanto com a política e os políticos, com os sucessivos episódios de corrupção, má gestão e outros males, tem agravado tal desinteresse.Há um equivocado senso comum no qual é preciso satanizar os políticos como se fossem os únicos responsáveis pelos problemas nacionais, que por sua vez são de natureza essencialmente política, é claro. Porém, os que atiram pedras nos políticos se esquecem que eles são o produto, o reflexo de nossa sociedade, cheia de vícios, limitações de ordem cultural, contradições e idiossincrasias. O cerne do problema é cultural, ou educacional. Não participar do processo democrático ou crucificar os políticos não vai resolver o problema. Ao contrário, pode agravá-lo.Problema políticoO agravamento do problema político no Brasil ocorreria, portanto, na medida em que, ao omitir-se do processo eleitoral, boa parte da sociedade estaria delegando ao que existe de pior na política partidária do País a missão de governar ou integrar os legislativos nas várias esferas. Mas a participação da sociedade não pode resumir-se aos períodos meramente eleitorais, e deve continuar permanentemente, fiscalizando as contas públicas e a gestão da coisa pública, contribuindo para moralizá-la e aperfeiçoar nosso sistema democrático.Há que se ter ainda vigilância maior e pressão popular para que novas leis sejam criadas e cumpridas no sentido de combater a impunidade, melhorar a qualidade da gestão, e induzir o desenvolvimento. Que as próximas eleições sirvam para que haja participação social maior, deixando de confiar só aos políticos a condução do processo democrático. Sem aprofundamento, acompanhamento atento do debate eleitoral e da folha de serviços – ou desserviços – prestados por cada candidato, estar-se-á deixando ao acaso o futuro de nossas cidades, nosso País, nossas vidas.
Comente aqui! / Em 16/07/12, 16:51
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O efeito Beto Rego
A aparição do apresentador de TV, Beto Rego, na mais recente pesquisa pré-eleitoral realizada pelo Instituto Captavox, em segundo lugar para prefeito de Teresina, com 20,20%, talvez não seja o aspecto mais importante do atual momento desta disputa. Pré-candidato do PSB, Beto Rego foi apenas cogitado por seu partido, há poucos dias, mas isto não o impediu de, na primeira pesquisa pré-eleitoral divulgada publicamente com seu nome, saltar para um patamar impressionante. Ele superou inclusive o prefeito Elmano Férrer e o deputado federal Marllos Sampaio (PMDB) nas intenções de voto.
Comente aqui! / Em 19/06/12, 23:52
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Uma polícia eficiente
Polícia Civil do Maranhão se destaca por prisões, investigações e elucidação de homicídiosA Polícia Civil do Estado do Maranhão, nosso vizinho, tem demonstrado uma eficiência de fazer inveja aos cidadãos piauienses. Há vários dias, as ações da instituição maranhense têm ganhado as manchetes de nosso noticiário. Impressiona a maneira pela qual a Polícia Civil do Maranhão está desbaratando uma quadrilha estadual, com ramificações interestaduais, envolvida com agiotagem, assassinatos, extorsão, etc. A “Operação Detonando”, na qual a polícia maranhense prendeu sete pessoas, entre empresários e um capitão da Polícia Militar do Estado do Maranhão, é um belo exemplo.Pouco mais de 50 dias depois do bárbaro assassinato do jornalista Décio Sá, que chocou a sociedade maranhense, os acusados de envolvimento neste crime foram presos, inclusive através de ações espetaculares, como o arrombamento do portão da residência de um dos supostos envolvidos. A resposta que a sociedade do Maranhão esperava, portanto, estava dada, mas o trabalho de sua Polícia Civil não parou por aí, na medida em que as investigações continuam, inclusive em território piauiense, já que os policiais civis do estado vizinho acreditam que há uma relação entre vários homicídios, aqui e lá.A Polícia Civil de lá não apenas descobriu a trama que resultou na morte de Décio Sá, mas também que há uma quadrilha por trás do rumoroso crime, executado através da contratação de um matador profissional, sob encomenda, pelo suposto valor de R$ 100 mil. Isto é o que foi divulgado até agora. O grosso das informações não foram tornadas públicas, pois o sigilo é fundamental às investigações, mas o secretário de Segurança Pública do Maranhão já anunciou que há uma relação entre o assassinato do jornalista, em São Luís (MA), e o do corretor Fábio Brasil, em Teresina.Inspiração necessáriaDe acordo com a imprensa, a Polícia Civil maranhense mobiliza na “Operação Detonando” 12 delegados e 70 policiais, incluindo homens de um grupo de elite, prova de que as autoridades policiais do vizinho não estão medindo esforços neste sentido. Para os piauienses, o trabalho da Polícia Civil do Maranhão bem que poderia inspirar seus colegas do lado de cá, do rio Parnaíba, já que a nossa instituição tem sofrido um desgaste importante por não ter, entre outros casos, conseguido elucidar o caso da estudante Fernanda Lages, morta há quase 10 meses ou 300 dias.Após 60 dias, a Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico) divulgou um relatório para dizer que não sabia se Fernanda foi assassinada ou cometeu suicídio. O caso teria sido arquivado se a Polícia Federal não tivesse assumido as respectivas investigações. A percepção da ineficiência se intensifica na morte do fotógrafo Delson Castelo Branco, cuja versão do acidente fatal, anunciada pelos policiais, está sendo cada vez mais contestada, inclusive por parte do Ministério Público. A Polícia Civil piauiense, classificada como “imprestável” pelo promotor Ubiraci Rocha, precisa se redimir.
Comente aqui! / Em 14/06/12, 23:57
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O (des)encontro dos petistas
Para viabilizar sua candidatura a vice, Cícero Magalhães - com Flora Izabel - derrotou Wellington DiasCena 1: a deputada estadual Flora Izabel (PT) faz um discurso inflamado durante o Encontro de Definição de Candidatos do PT, promovido pelo Diretório Municipal do partido, em Teresina, no último final de semana. Flora manda “recado” para o senador Wellington Dias (PT), a deputada estadual Rejane Dias (PT) e todos da corrente Construindo Novo Brasil (CNB), e os acusa de tentar “melar” a aliança com o prefeito Elmano Férrer, candidato à reeleição no próximo dia 3 de outubro. Ela os classifica como “ingratos”.Cena 2: o deputado estadual Cícero Magalhães (PT), confirmado pré-candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Elmano Férrer, discursa em tom conciliatório, sinalizando que vai procurar o engajamento de Wellington, Rejane e dos membros da CNB na campanha do atual prefeito. Em perfeita sintonia, ele e Flora Izabel, no melhor estilo “morde e assopra”, desferem mais um duro ataque ao grupo liderado pelo senador, mostrando quem controla o partido na capital, mas, por outro lado, trabalham para obrigar Wellington a pedir voto para Elmano.Cena 3: o deputado estadual Fábio Novo (PT), presidente do Diretório Regional, não tem outra alternativa a não ser reconhecer oficialmente a decisão do Diretório Municipal de apoiar o prefeito e escolher Cícero Magalhães como pré-candidato a vice-prefeito de Teresina. Fábio Novo foi um dos que defenderam a tese da candidatura própria, com a intenção de escolher Rejane para candidata petista à Prefeitura de Teresina nas próximas eleições. Ele prefere destacar a importância de ter um vice-prefeito na capital e uma bancada significativamente maior na Câmara Municipal. Está feito.Fardo aos protagonistasHá um ranger de dentes por trás dos esforços aparentes de unidade de uma sigla hoje estremecida, dividida a um ponto que extrapola as tradicionais brigas internas entre as diversas facções ou tendências do PT. A coexistência dentro de uma mesma legenda se tornou um fardo para vários protagonistas, inclusive os das duas teses distintas: a da candidatura própria e a do apoio a Elmano. O grupo de Wellington Dias saiu derrotado, e – a não ser que haja uma reviravolta nos moldes da que houve em 2002 – terá que acatar o posicionamento municipal do partido.Há 10 anos, a convenção estadual havia escolhido o professor Roberto John como candidato a governador, mas tudo mudou a partir do momento em que o então prefeito Firmino Filho anunciou sua desistência da candidatura ao Karnak pelas oposições. Antevendo a excepcional oportunidade, o partido rasgou o que havia decidido, e pôs Wellington Dias como candidato ao Governo do Estado. O instinto de sobrevivência política e a necessidade de unir forças para tentar reconquistar o poder, nas eleições de 2014, farão com que o PT siga unido. Apesar dos pesares.
Comente aqui! / Em 12/06/12, 23:55
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Até onde vai a impunidade?
Siena ficou destruído pela violência da colisão com a pick-up do médico supostamente embriagado“Sou PRF (Polícia Rodoviária Federal), e fico indignado com este tipo de impunidade no trânsito. Um elemento destes tinha que pegar prisão perpétua.” A declaração é do agente da PRF, Wellington Batista Rodrigues, e expressa a revolta de toda a sociedade diante do acidente provocado pelo médico Marcelo Martins de Moura, cujo veículo Hilux se chocou frontalmente contra o automóvel Siena, conduzido por Leudivan Pereira Lima. Como se sabe, o resultado da tragédia pode ser mensurado pela morte brutal dos ocupantes do sedan Siena. Todos da mesma família.A madrugada do sábado (9-6) não poderia, portanto, ser mais trágica naquele ponto da rodovia BR-343, entre as cidades de Altos e Campo Maior, conhecido como Volta do Capote. Afinal, tiveram morte instantânea Leudivan; sua esposa, Bernadete Maria Lima; a filha de cinco anos, Lorena Soares; o irmão, Leônidas Pereira Lima; e a cunhada, Rita Teixeira Soares Lima. Suas vidas foram ceifadas no choque entre os dois veículos. De acordo com as evidências, o médico vinha inexplicavelmente na contramão, dirigindo em alta velocidade, por volta das 4 horas, num trecho de faixa contínua.Qualquer criança sabe que a faixa contínua amarela, no centro de uma pista rodoviária, indica que é proibida a ultrapassagem. Como se não bastasse, as testemunhas são unânimes em apontar o estado de embriaguez alcóolica de Marcelo, que, vinha de uma festa, não prestou socorro às vítimas, e tentou fugir através de uma “carona amiga”. Felizmente, a Polícia Rodoviária, agindo de maneira exemplar, conseguiu deter o veículo usado para a fuga do médico, que foi preso em flagrante. Apesar dos esforços dos advogados de Marcelo, a soltura via habeas corpus foi negada pelo Tribunal de Justiça (TJ).Teste negadoO desembargador Erivan Lopes, responsável pela negativa em relação à soltura do médico, acredita que Marcelo deve permanecer preso até a conclusão do inquérito policial. Mas os advogados de defesa continuarão tentando a soltura de seu cliente, e, provavelmente, conseguirão seu objetivo. O médico se recusou a fazer o teste de alcoolemia, amparado na legislação que desobriga qualquer cidadão neste sentido, e na melhor das hipóteses será processado – se o for – por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Afinal, ninguém é obrigado a produzir provas contra si, não é mesmo?É deste tipo de impunidade que o agente da Polícia Rodoviária se refere. Se a impunidade prevalecer, no caso – entre tantos outros –, a sociedade será mais uma vez desafiada, em razão de outro crime cujo autor não foi punido. O sistema jurídico e o tipo de país que alguns setores tentam construir, prevalecendo a impunidade, deixam indignado quem não concorda, por exemplo, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar homicídio culposo alguém que matou, no trânsito, depois de dirigir alcoolizado. Isto só reforça a impunidade. Então, há que se ter um basta.
Comente aqui! / Em 11/06/12, 23:55
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Firmino Filho ri, de orelha a orelha
Ao lado do correligionário Fernando Said, Firmino Filho sorri diante do quadro pré-eleitoral favorávelO panorama delineado pelas principais forças político-partidárias do Piauí, a menos de quatro meses das próximas eleições municipais, é cada vez mais favorável ao deputado estadual Firmino Filho (PSDB), pré-candidato tucano à Prefeitura de Teresina. Esta situação não deixa de ser surpreendente, considerando, mais recentemente, as derrotas peessedebistas nas eleições de 2006 e 2010 para o Palácio de Karnak. E tudo por causa de uma generalizada desarticulação da chamada base aliada do governador Wilson Martins, que deixou claro não pretender apoiar os dois pré-candidatos supostamente governistas.Firmino Filho é o líder de todas as pesquisas pré-eleitorais realizadas até o momento. Desde que a pré-candidatura da deputada estadual Rejane Dias (PT) foi implodida por seus próprios companheiros, ele passou a ostentar mais de 50% das intenções de voto, o que daria ao PSDB uma vitória no primeiro turno das eleições municipais deste ano. Isso não seria propriamente uma novidade, já que os tucanos venceram no primeiro turno as eleições ao Palácio da Cidade em 1992, com Wall Ferraz, 2000, com Firmino Filho, e 2008, com Sílvio Mendes.O aparente racha na base aliada seria mais um fator a beneficiar o pré-candidato do PSDB, como se não bastasse seu excelente desempenho nas pesquisas. Afinal, o que se vê é o governador nada disposto a apoiar o prefeito Elmano Férrer, pré-candidato do PTB à reeleição, embora os petebistas sejam aliados de Wilson Martins, participando da administração estadual, com vários cargos, e compondo a base governista na Assembleia Legislativa. A opção pelo outro pré-candidato governista – o deputado federal Marllos Sampaio (PMDB) - à Prefeitura de Teresina está igualmente descartada.Cicatrizes no governoOuve-se que o governador não tem simpatia, nem por Elmano, nem por Marllos, e isto deverá deixar cicatrizes no relacionamento dos dois pré-candidatos – e seus respectivos grupos – com o PSB. Tanto o prefeito quanto o parlamentar manifestaram ressentimento, de certa forma, com a posição pública e deliberada de Wilson Martins em não apoiá-los. A rejeição do Karnak às opções governistas colocadas na mesa chega ao ponto de hostilizá-las. Articulado com o senador Wellington Dias (PT), o governador foi além, e tentou uma terceira via na pessoa do deputado estadual Robert Rios (PCdoB).Agora, especula-se que Rios – pode deixar a Secretaria de Segurança Pública para candidatar-se – poderá compor, como vice, uma chapa com o próprio Firmino, teoricamente o grande beneficiado deste processo de desagregação político-eleitoral do governo. Esta hipótese seria concretizada numa coligação envolvendo principalmente PSB, PSDB e PCdoB, para o assombro do eleitorado que assistiu, há dois anos, um confronto duríssimo, permeado de ofensas pessoais, entre tucanos e partidários de Wilson Martins. De qualquer forma, pelo andar da carruagem, quem sorri, de orelha a orelha, é o pré-candidato tucano.
Comente aqui! / Em 09/06/12, 04:27









