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  • Um governo ainda mais Wilson Martins

    Com os novos secretários, Wilson Martins consegue montar equipe ainda mais afinada com seu estilo

    O que se convencionou chamar de reforma administrativa, com a substituição de quatro secretários de Estado, e a nomeação da titular da Superintendência de Desenvolvimento do Semiárido, não vai mudar o perfil administrativo do governo Wilson Martins. Alguns nomes foram substituídos, mas, a rigor, pouco ou quase nada muda na percepção da sociedade em relação ao atual governo, à condução da administração estadual, à forma com que as políticas públicas têm sido executadas, ao estilo deste governo.

    A composição política também não muda, embora uma peça do PT, o economista Sérgio Miranda, tenha sido substituída por um técnico sem vínculo partidário, o economista Cezar Fortes, que volta ao cargo de secretário do Planejamento 11 anos depois. Cezar Fortes é um gestor experiente, cuidou do planejamento da Prefeitura Municipal de Teresina e do Governo do Estado ao longo dos anos 80 e 90. Professor da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), é remanescente do quadro de técnicos da Fundação Cepro nos anos 70.

    Os vínculos políticos de Cezar Fortes foram estabelecidos inicialmente com o grupo do professor Wall Ferraz. No governo de Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa, ele comandou, com sua reconhecida competência, a Secretaria do Planejamento (Seplan) durante anos. Ganhou a confiança de Mão Santa, que o convidou, posteriormente, para trabalhar como assessor parlamentar no Senado. Depois de uma temporada morando em Brasília (DF), Cezar Fortes resolveu retornar ao Piauí, e hoje, por sua qualificação e experiência, volta à Seplan.

    Pessoas próximas

    A escolha de Cezar Fortes, portanto, é de caráter pessoal, não é indicação partidária, nem obedece a qualquer tipo de relação de acomodação de forças aliadas que compõem a base do governo. Os outros três ou quatro nomes, do ponto de vista da ligação com o governador, também são muito próximos de Wilson Martins, sendo do mesmo partido ou do grupo de pessoas pertencentes ao núcleo mais restrito de poder. Isso significa que não houve consulta ou discussão no quadro da base aliada em torno das mudanças. O governo ficou ainda mais Wilson Martins.

    A expectativa é que os novos gestores, ainda que inseridos numa linha de continuidade, possam contribuir para que o governo, cada vez mais à imagem e semelhança de seu mandatário-mor, acerte progressivamente. Isto seria importante para melhorar a imagem da atual administração, por demais desgastada, entre outros aspectos, pela forma com que vem enfrentando a incessante onda de greves em categorias diversas do funcionalismo. O mais importante é que os resultados a serem produzidos por este governo sejam ainda melhores para a população.


    Em 29/05/12, 21:00

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Pai do Serginho, Sérgio Fontenele é jornalista formado pela Universidade Gama Filho (UGF), no Rio de Janeiro (RJ), com mais de 20 anos de carreira profissional. Ele assina hoje a coluna Economia & Negócios, da revista Cidade Verde, onde faz reportagens econômicas e políticas. Em 1997, participou de treinamento internacional em grupo – Television Social Education Program Production Course –, pela NHK Communications Training Institute (CTI), em Tokyo, no Japão.

 

Trabalhou nos principais veículos de comunicação do Piauí.

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