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O futuro é aqui?
Em que pese à persistência dos efeitos deletérios da crise que atingiu as principais economias desenvolvidas do mundo em 2008 e o crescimento da dívida interna brasileira, inclusive com uma inflação preocupante (maior que 5% ao ano, nível alto para os padrões internacionais), o cenário apontado pelos especialistas para 2011 e os anos seguintes é de oportunidades e muitos, muitos investimentos no país.
A Europa, Estados Unidos e investidores asiáticos já anunciaram mais investimentos no principal mercado latino-americano: o Brasil. Como já é sabido, também, desenha-se, também, um novo mapa da nossa economia com o crescente aporte de recursos da iniciativa privada no nordeste. Só para ilustrar, a gigante de automóveis Fiat irá construir uma fábrica na região com capacidade para produzir 200 000 veículos por ano, cerca de 03 bilhões de reais em investimentos; nos próximos meses será também instalada a primeira usina de aço plano nordestina, sendo, portanto, mais R$ 1,5 bilhões injetados por aqui. Consumidores e investidores de todo o mundo estão de olho em nossas empresas, fazendas, minas, recursos naturais, pois, não resta dúvida, que além de diversificarem suas aplicações, é mais negócio apostar em uma região que tem grande potencial de crescimento. Não se esquecer das empresas do sul-sudeste que, da mesma forma, já anunciaram instalar novas unidades no nordeste.
O êxito destes empreendimentos privados depende, em certa medida, da participação do Estado em face da interdependência ainda existente. Mais do que ajudar no financiamento destes projetos, negócios, o Poder Público precisa fazer seu dever de casa, em particular, enfrentar e cuidar como prioridade os gargalos estruturais.

O Piauí, por exemplo, reclama – para ser mais competitivo – de maciços e planejados investimentos em infraestrutura, educação de qualidade e ambiente jurídico estável e seguro para negócios. Mesmo com um crescimento real do Produto Interno Bruto acima da média nacional, os investimentos são insignificantes e, o que é pior, desordenados.
A ineficiência e a insolvência do setor público incomodam de sobremaneira os investidores. A energia elétrica é um vexame, 640 000 pessoas no Piauí vivem na escuridão, maior índice de residências sem luz da federação – 24%. Podemos citar o caso Betânia do Piauí com o mais baixo índice de atendimentos do país. Outra situação vergonhosa é o mal emprego dos tributos... é que se empregam muito mal os tributos cobrados, menos da metade é devolvido em serviços para o contribuinte. Noutro flanco, a verdadeira regularização das terras dos cerrados não pode mais esperar, vez que a lei estadual aprovada não passa de um quasímodo jurídico. Não podemos deixar de falar nos inquilinos da máquina pública, urge rever os privilégios para, pelo menos, minorar a sangria do erário.
Somos entusiastas do novo governo (já se fora o primeiro semestre de 2011) e acreditamos na tentativa de acertos, mas só é possível avançar mediante efetivo planejamento, estímulo à a inovação, tecnologia e utilização de novas ferramentas de gestão com metas e pro - atividade. O salto de competitividade exigirá mais do que promessas e ações espaças, “o futuro será o que fizermos dele” como diz Eduardo Giannetti, ou em outras palavras - a melhor maneira de prevê o futuro é inventá-lo.
Em 31/07/11, 19:26










