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Um piauiense nos palcos americanos
João de Brito é um ator e dançarino piauiense radicado nos Estados Unidos há cerca de 15 anos. Por aqui trabalhou com diretores como Adalmir Miranda, no extinto OX17, e fez parte do primeiro elenco do Balé da Cidade de Teresina, com Sidh Ribeiro no comando.
Mesmo depois de mudar em definitivo para os EUA, nunca deixou a arte de lado. Seu mais recente trabalho é "Frida Behind the Mirror", performance inspirada na vida e obra da pintora mexicana. Na foto, João (segundo à esq.) e o elenco do espetáculo.
João apresenta-se no dia 23 de outubro, na Universidade de Nebraska, localizada na cidade de Kearney. O espetaáculo encerra as comemorações do Mês da Herança Latina no Estado americano.
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A mansão onde morou Michael Jackson

Se você pensou que tudo sobre a vida de Michael Jackson já havia sido mostrado, se enganou. O SBT exibe hoje à noite, a partir das 23h40, uma visita minuciosa às dependências da mansão do astro em Holmby Hills, em Los Angeles. A casa foi o cenário para o triste de Jacko.
A reportagem de Luis Bacci para o SBT Repórter vai "mostrar imagens da mansão do popstar, apresenta a suíte principal, de 13 banheiros, além dos estúdios e do cinema" do rei do pop.
De acordo com o SBT, que se proclama a primeira emissora de TV latina a entrar na mansão, o repórter foi a Los Angeles e investigou algumas curiosidades a respeito da vida de Michael Jackson e entrevistou vizinhos e brasileiros".
Se não é o melhor dos programas é, pelo menos, uma alternativa curiosa para fugir do famigerado futebol das quartas-feiras na TV aberta. A apresentação do SBT Repórter é de César Filho.
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O jardim de renda da primeira dama

Dona Marisa Letícia, nossa primeira dama, continua fiel às criações das rendeiras do Morro da Mariana. No desfile oficial do Sete de Setembro, em Brasília, usou um xale de rosas feito pelas mãos habilidosas das mulheres do litoral piauiense. Na foto, ela desfila em carro aberto com o presidente, usando o acessório.
A consultora de moda Lilian Pacce, uma de nossa papisas no segmento, não gostou. Disse que o xale ficou parecendo “um jardim” nos ombros da primeira dama. O comentário está na revista Época dessa semana.
Não é de hoje que Dona Marisa usa as rendas piauienses. Em 2006, na posse de Lula após a reeleição, envergou um vestido amarelo com casaco de renda criado pelo maravilhoso Walter Rodrigues e realizado pelas rendeiras.
Antenado como ele só, Walter cuidou logo de introduzir o trabalho das artesãs em suas coleções futuras e disse ao mundo de sua beleza e encantamento com o artigo.
Vamos combinar que a primeira dama brasileira está a anos luz de distância de ser uma referência em moda e estilo como a sua colega de cargo Carla Bruni Sarkozy, mas toda vez que usa as rendas do litoral piauiense atrai as atenções para um trabalho delicado, tradicional, singular e que, graças ao gosto de Dona Marisa Letícia, não corre o risco de desaparecer. E gosto não se discute. Nesse caso, excelente para as rendeiras piauienses
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Desvalorização da arte no Piauí é benéfica
Não possuir um comércio de arte forte de certa forma é um bem para o Piauí. Se por um lado não há grande interesse na compra de obras de artistas plásticos renomados ou talentosos, por outro os poucos colecionadores, diretores de espaços de exibição ou acervos e até mesmo os criadores podem ficar tranqüilos porque também parece não haver interesse no comércio clandestino de obras de arte, um mercado promissor no resto do Brasil e no mundo, alimentado pelo roubo.Esta semana, um empresário americano ofereceu uma recompensa de 1 milhão de dólares por informações do paradeiro de dez telas de Andy Warhol, de sua coleção particular. As telas estão avaliadas em 10 milhões de dólares.
Este ano, obras de Volpi foram levadas da casa de parentes do pintor em São Paulo. Ano passado, várias obras foram roubadas do Masp em São Paulo; outro furto aconteceu na Pinacoteca do Estado. Dessa vez os ladrões entraram e levaram telas valiosas em grandes sacos tranquilamente. A polícia só conseguiu chegar aos criminosos graças às imagens de um circuito interno de câmeras.
A sorte dos museus e espaços culturais do Piauí é que os ladrões não se interessam por obras de arte por aqui. Muita gente direita também não; nem curiosidade tem em conhecer a produção local.
Como não há um mal que não traga um bem, é bom que seja assim: se tivéssemos um comércio de arte forte, o Piauí seria um paraíso para os ladrões. Os museus e acervos espalhados nessa região, principalmente na capital, possuem quase vigilância nenhuma e seria fácil surrupiar telas por aqui.
Há alguns meses, o acervo do extinto Banco do Estado do Piauí foi levado a público no Museu do Piauí. A segurança das obras ficou apenas na falta de valorização da arte mesmo. Para muitos, – felizmente ou infelizmente – telas de Nonato Oliveira, Afrânio Castelo Branco, Osmir Pierot ou equivalentes nada significam; para os ladrões dessas bandas também não.
Se não há interesse em roubar, resta o medo do vandalismo. Em qualquer exposição, permanente ou temporária, na capital seria possível danificar uma obra. Falta de segurança. Esse lapso também se verifica na Casa da Cultura, outro importante espaço de exposição de exibição.
Há alguns anos, o curador do Itaú Cultural, Bitu Cassundé esteve na cidade divulgando edital do instituto para o segmento de artes visuais. Em entrevista fez um diagnóstico nada animador dos espaços dedicados a expor arte na capital. Ressaltou que receber mostras de réplicas de artistas famosos é um sintoma do despreparo dos espaços culturais da capital. De lá para cá nada mudou. Tomara que os ladrões de arte ou vândalos continuem a praticar seu ofício apenas no sudeste. Até porque lá, existe interesse em consumir arte, protegê-la e recuperá-la.
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Um ícone em ponta de alto luxo
Entre as estréias de cinema em Teresina há uma no mínimo curiosa: High School Band. Não por que traz a bonitinha e afinada Vanessa Hudgens interpretando uma garota de nome esquisito – Sa5m (pronuncia-se Sam) – e que, apesar de gaga, quer enveredar pelo mundo da música. Se der uma olhadela no elenco de “HSB” vai descobrir uma surpreendente participação de David Bowie – sim, ele mesmo – interpretando a si próprio.O camaleônico rei do glam rock aparece lá pelas tantas do filme dando conselhos a um dos protagonistas sobre o futuro de sua banda. Antes disso, vive a receber e-mails de um jovem fã que não por acaso é o protagonista do filme.
Quando percebi a presença de um artista do quilate de Bowie em um filme do preço de “High School Band”, imediatamente comecei a analisar o que teria o levado a fazer uma ponta de alto luxo como essa.
As más línguas do mundo artístico sempre sibilam que ícones pop fora da mídia só retornam aos holofotes quando estão financeiramente apertados. Será o caso de David Bowie?
Um exemplo clássico e trágico dessa máxima foi a tentativa de Michael Jackson em retomar a carreira falida. Morreu – e só assim readquiriu fama e fortuna... Acredito que recuperar o brilho de outrora não seja a vontade de David. Até porque sua figura esguia, e andrógina, cairia melhor em filmes do calibre de “Crepúsculo”, Sweeney Todd”, Sex And The City ou até mesmo em Brüno.
Então qual o motivo para aparecer no caça-órfãos de High School Musical? Será que ele atendeu a um convitezinho de algum amigo na produção? Um cachê astronômico? possibilidade de abrir a turnê da bandinha do filme? Fazer um dueto com Wanessa Hudgens? Juro que não faço mais idéia.
Só me resta agora citar a dama do teatro brasileiro, Dona Fernanda Montenegro, que sabiamente disse em palestra realizada há uns 40 anos sobre o ofício do ator: em tempos de boas produções, faça as boas produções; quando houver só as ruins, faça as ruins.
Só assim entendi porque Fernandona fez a sofrível novela “Zazá”, de 1997, na Globo. Lembram? Melhor não. David Bowie com certeza não vai colocar High School Band no seu currículo encapado com veludo cotelê e cravejado de strass. A conferir.
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Paçoca com espinha de peixe

A atriz Regina Duarte esteve no Piauí e ao elogiar as delícias do Estado provou o lado amargo da ortografia da língua portuguesa. Engasgou-se com a “passoca”, escreveu Teresina com “z” e chamou acordeonista de acordionista.
Recentemente, a princesinha Sasha foi execrada em praça pública virtual porque grafou errado a palavra cena do auge de seus 11 anos. A rainha-mãe interveio e deu uma desculpa esfarrapada. Leia post sobre o assunto.
Os fãs de Regina Duarte vão dizer que os probleminhas da atriz com a ortografia não importam porque ela é linda, absoluta, demais... Concordo: Regina foi uma de minhas atrizes preferidas na infância, época em que ela se dividia entre Priscila Capricci e Luana Camará, em “Sétimo Sentido”.
Os piadistas diriam que Regina pode ter sido alfabetizada... em inglês ! Eu continuo a bater na tecla de que o português e suas idiossincrasias* (linda palavra, não?), como diria nossa Maria da Inglaterra, ainda matam um diabo.
Acham que Regina Duarte deveria saber escrever direito palavras tão simples? Lá vem outro fã gritando: ela é ATRIZ e não escritora ou professora de português !!! Ele tem lá sua razão, mas quantos de nós já não nos perdemos na dúvida de provar um inocente chuchu com medo de que ele fosse escrito com xis.
Gente, é muito difícil que Regina coma paçoca com freqüência. E há quanto tempo não escuta um acordeão? Não lembro da última vez que vi a atriz em Teresina. Aceito a opinião daqueles que defendem que ela devia ter um pouco mais de cuidado com a grafia do que escreve em seu blog.
A internete reforça ad infinitum (é latim, tá?!) qualquer coisa que a use como suporte; é uma ferramenta que cria e destrói mitos – vide Stefhany – e uma caixa de ressonância com o poder de trombeta apocalíptica. (Afe !! Nem eu me agüentei agora).
Se conselho fosse bom, faria coro em dizer a Regina e a qualquer pessoa que publica textos na internete, que revisasse aquilo que escreve. O mundo virtual é tão maravilhosamente perverso que pode transformar uma cedilha numa indigesta espinha de peixe ortográfica. E não há elogio culinário que resista. Regina, não tenha medo. Nós te amamos.
*Para saber o que significa a palavra vá ao dicionário. Isso pode ajudá-lo a melhorar sua ortografia.
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Creed retoma carreira com novo disco
Quem estava saudoso do vozeirão meio rouco de Scott Stapp, líder da agora ressuscitada banda ameriacana Creed, prepare o coração e os bolsos. Contratados da Wind-up Records, Stapp e Mark Tremonti lançam exatamente no dia 27 de outubro o CD que se chama "Overcome".
O título sintomático - "superação", em inglês - tem tudo a ver com o fim da banda. Tudo se deveu a desavenças entre Stapp e Tremonti. A volta por cima aconteceu em abril deste ano e a dupla já está na estrada mesmo antes do disco estar nas lojas. Acima uma foto da turnê. Os clique são feitos pelos fãs, enviados à banda que projeta as imagens no telão.
Para fazer as pazes também com os fãs e cimentar o lançamento do novo CD, o Creed disponibilizou o hit "Overcome" para download
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A bela dona em projeto solo
Um dos melhores vocais femininos - quiçá o melhor - da noite pop rock de Teresina está com um projeto quentinho na gaveta. Tânia Nery, lider da ótima Belladonna, escolheu um repertório de primeira para perfomances à la violão de voz.
Para ter uma idéia da versatilidade da garota, nas apresentações solo ela elencou músicas que vão desde o descompromisso pop de Avril Lavigne ao light metal do Creed. Colocou também boas pitadas de Gloria Gaynor e outros ícones do cancioneiro gay para agradar a todas as tendências.
Dona de uma voz encorpada e ao mesmo tempo suave, Tânia agora só está aguardando convites para mostrar sua nova faceta. A idéia é fazer pocket shows em barzinhos e pubs da cidade. Se acompanhada da Belladonna, Tânia rouba a cena, cantando sozinha é quase certo que dará um outro grande show. Luzes e olhos nela.
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Luxo, glamour, riso e críticas
É obvio que o ator Sacha Baron Cohen nunca ouviu falar que o humor se tornou mais chato devido ao policiamento politicamente correto. Desse mal padecem os humoristas ou comediantes brasileiros que trabalham na televisão ou nela se apresentam. É preciso tomar cuidado com a piada.Para a delícia e delírio de muitos e horror de milhares, o impossível Sacha está de volta com "Brüno", uma produção que mixa humor, crítica social, reality show e uma dose cavalar de sarcarmo.O filme está em cartaz em Teresina e a recomendação para maiores de 18 anos é uma aviso de que desta vez o ator inglês extrapola nas esquetes que miram no preconceito contra gays e negros, faz piada de celebridades e suas causas sociais e mais uma vez aponta o dedo na cara do americano mediano."Brüno" é um repórter austríaco homossexual e fashionista que perde o posto de astro da TV alemã e tenta recuperar a fama seguindo dicas de um manager especialista no assunto. O resultado? Cenas impensáveis protagonizadas por Brüno-Sacha que não mede esforços para fazer chacota dos costumes mundo afora, chegando a arriscar o próprio pescoço como na seqüência em que é perseguido por religiosos nas ruas de Jerusalém. Pudera: o figurino usado pelo repórter é misto do traje dos judeus ortodoxos, uma bermudinha e um bom par de cortunos. Hilário.Durante mais de duas horas, Baron Cohen prova porque que é o ator e roteirista mais criativo no quesito humor no cinema internacional. No entanto, sua busca por situações esdrúxulas e risíveis o condena pois: há cenas de sexo completamente desnecessárias, closes em órgãos genitais e grande exagero para levar o espectador às gargalhadas. Às vezes funciona. Às vezes.Quem conhece Borat, o personagem anterior de Sacha Baron Cohen e que o tornou famoso em todo o mundo, não vai estranhar Brüno. Para quem nunca o viu mais gordo, um aviso: dispa-se de qualquer tipo de preconceito e pudor para assitir ao filme. Na média, Brüno faz muito barulho. Borat fazia mais gargalhadas.
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Rumos divulga selecionados em audiovisual
Talvez o mais importante edital de fomento à produção cultural no país divulgou neste sábado os selecionados da edição 2009-2001 no segmento de Cinema, Vídeo e Arte Cibernética. O Rumos Itaú Cultural recebeu cerca de 800 inscrições para as três categorias, selecionando 21 projetos em audiovisual e 13 projetos artísticos.Os escolhido são filmes, vídeos, narrativas experimentais, instalações, objetos, performances e concertos audiovisuais que expandem a noção do que entendemos por cinema hoje, de acordo com a assessoria. “Tenho certeza que o público se surpreenderá com a qualidade dos trabalhos que serão exibidos em 2010 e 2011 nas várias exposições e mostras que o programa Rumos Cinema e Vídeo realizará pelo Brasil", acredita Roberto Cruz, gerente do Núcleo de Audiovisual do Itaú Cultural.Em 2008, Teresina recebeu a mostra Cinco Sobre Cinco, de vídeos selecionados pelo Rumos em edital anterior; os trabalhos foram exibidos na Casa da Cultura de Teresina. Entre eles estava "Procura-se Janaína", um comovente retrato da trajetória de uma menor carente, portadora de retardo mental e que cresceu em instituições de amparo social.










Jornalista, professor de Comunicação, Língua Inglesa e artista.