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  • RESENHA: Livro resgata trajetória de médico humanista no sertão do Piauí

    Escrever sobre a vida de alguém é uma tarefa que leva quase um tempo comparado a quase uma existência. Todo biógrafo é um admirador do biografado. Precisa mergulhar no seu legado, percorrer seus caminhos – fisicamente ou através de documentos – e procurar distanciar-se para ter a dimensão da importância que teve a figura sobre a qual se debruça para escrever. A maior homenagem que uma biografia faz ao biografado é trazê-lo para perto do leitor, torná-lo uma espécie de amigo íntimo, aproximá-lo de quem não o conhece ou conheceu – esse é o segredo das biografias.

    O tom solene que dá à trajetória do médico piauiense Raul Antunes de Macêdo reflete o respeito com que os autores de “Médico, Medicina e Humanismo no Sertão” (Novos Talentos; 224 páginas; R$ 29,90) tem pelo homem que devotou sua vida a curar doenças na São Raimundo Nonato, sul do Piauí, na primeira metade do século passado.

    DOCUMENTÁRIO EM LIVRO: médico e homem se confundiam na lida de Raul Macêdo

    O livro inicia com uma digressão para a chegada da corte portuguesa ao Brasil, motivo que influenciou a criação das duas primeiras faculdades de medicina do país, em Salvador e no Rio de Janeiro. Doutor Raul cursou a primeira, “pensando no quanto poderia com isso ajudar seu povo (...) que penava mais com a falta de médicos do que com as doenças em si”.

    Em algumas passagens, somos aproximados da figura do médico Raul e aí conseguimos enxergá-lo como um profissional que não se dissociava do homem e pai e vice-versa. Sua obstinação era tanta que envolvia até mesmo a família no ofício. A esposa lhe serviu de enfermeira em várias ocasiões, levada pela necessidade de ajudar o marido a clinicar.

    RauL, relata o livro, era praticante do desapego material. Tanto que continuou a dormir enquanto a família recolhia moedas e jóias deixadas por um ladrão que havia assaltado a casa.

    “Médico, Medicina e Humanismo no Sertão” traz farta documentação sobre a vida do homem e do médico, incluindo aí uma linha do tempo com os destaques de sua trajetória mescladas a fatos de relevância da medicina brasileira e mundial. Tem ainda muitos relatos de quem conviveu com Raul Macêdo.

    Falecido em 1965 de um infarto, Doutor Raul Macêdo já virou nome de rua, ganhou busto e incontáveis discursos que rememoram sua ilustre figura. Com o livro de Plínio da Silva Macêdo e Marina Barguilo médico ganha mais uma homenagem com um documentário em forma de livro.


  • Mostra de cinema discute a condição humana

    Como falar de inocência roubada, infância perdida e preconceito de gênero sem apelar para o óbvio ou panfletagem? O bom cinema ensina. Na noite da quinta-feira 3, a platéia lotada da Sala Torquato Neto, no Club dos Diários, comprovou o  que  um bom roteiro pode criar na 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Com 46 filmes a serem exibido pelos próximo oito dias, a mostra traz à discussão temas áridos da condição humana sob a visão de cineastas brasileiros e latinos.

    A noite de abertura foi bastante prestigiada e contou com a presença de personalidades da política e do Governo estadual. O produtor regional da mostra de curtas-metragens, o diretor e autor de Teatro Walfrido Salmito ressaltou que a quantidade de pessoas que marcou presença no evento comprova que a mostra fideliza expectadores e também atrai novos. Esta é a quarta vez que Teresina recebe a extensa mostra intinerante que percorre capitais nacionais desde outubro.

    Na primeira exibição foram projetados os curtas  "Doce de Coco", de Alan Deberton, "Tempo de Criança", de Wagner Novais e "Máscara Negra", de René Brasil. Todos os filmes que fazem parte da mostra tem entre 15 e 20 minutos. O primeiro filme é uma produção cearense que conta a saga da ingênua Diana, menina do interior que perde a inocência de forma violenta e desavisada. A produção foi um dos destaques da noite por mostrar um roteiro enxuto e cativante além de uma bela fotografia.

    Animado com a receptividade do público, o produtor Walfrido Salmito revelou ao blog que está finalizando dois roteiros de curtas a serem filmados no Piauí. "Queremos concorrer na seleção da mostra. Meu objetivo é produzir seis filmes ao todo".

    A programação também conta com medalhões nacionais como o elogiado "Bicho de Sete Cabeças", com Rodrigo Santoro. A 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul continua até à próxima quinta-feira, 10, com exibições a partir das 14h na Sala Torquato Neto. A entrada é franca. Programação disponível em Cinemaedireitoshumanos.org.br


  • Novo espetáculo do Harém levará macacos e vedetes para o palco

    O Grupo Harém de Teatro prepara para muito breve espetáculo que promete fazer um sucesso estrondoso por dois motivos. O primeiro é que o texto é inédito e assinado por ninguém menos que Arimatan Martins, diretor da mais famosa companhia de teatro do Piauí. O segundo é que a peça será em tom de teatro de  revista com direito a performances musicais inspirados nas grandes vedetes do Brasil.

    O nome da montagem também é sugestivo: "Macacos me Mordam" e vai falar de todos os macacos importantes na história da humanidade - sejam eles símios de verdade ou homens e mulheres chegados a uma boa macacada.

    Um dos personagens já certos a subir no palco do espetáculo é a macaca de auditório - figura importantíssima em todo show. Outra cena aguardada será a performance do ator Francisco de Castro como Carmem Miranda. O elenco já está definido e traz gente consagrada na carreira do Harém e sangue novo para os palcos. É só aguardar.


  • ABD - PI possui filme raro de Glauber Rocha

    "O Leão de Sete Cabeças" é uma produção ítalo-brasileira, dirigida pelo cineasta baiano em 1970 - seu primeiro filme no exílio voluntário. Glauber o considerava uma "epopéia africana", uma crítica ao modo como o homem branco, ocidentalizado, via o continente. O cineasta também mirava nos filmes americanos que mostravam a África apenas como um lugar para fazer safáris.
                                                                                                    Divulgação

    LEÃO: desaparecido desde os anos 1970, filme foi encontrado na Itália

    Dado como desaparecido, "O Leão..." foi encontrado na Cineteca Nazionale, em Roma,  pela ABD da Bahia. Depois de passar por restauração e remasterização, a produção foram feitas mil cópias em DVD. Uma delas consta no rico acervo da ABD - PI. De posse de um filme tão raro e que "confirma a perenidade da obra de Glauber Rocha", como afirma o Estadão, o órgão não pode se furtar do compromisso de fazer uma exibição para iniciados ou não.


  • TELEVISÃO: Foto polêmica mostra espírito em túmulo de Chico Xavier

    O Conexão Repórter desta quarta-feira, 10, investiga um caso no mínimo curioso: uma mãe afirma ser seu filho morto quem aparece numa foto feita no túmulo de Chico Xavier. Sob o comando do polêmico Roberto Cabrini, o programa traz a opinião de especialistas que tentam explicar se o fato é verdadeiro ou apenas uma fraude.

    A produção conta ainda com o depoimento de Eurípedes Higino, filho adotivo de Chico. Ele afirma que a fotografia é uma demonstração dos poderes do pai. O programa traz também um especial que rememora a vida e a obra do maior médium do Brasil. O Conexão Repórter vai ao ar às 22h30.


  • DANÇA: Artistas discutem as identidades homossexuais

    Há alguns anos em Teresina houve um bar gay muito famoso no centro da cidade. Frequentado por pessoas de todas as classes sociais e orientação sexual, estava instalado em um lugar estratégico: numa rua movimentada onde desembocava a principal avenida da capital do Piauí.

    Por ser um bar de calçada, em que o burburinho - pra não dizer bafo mesmo - era maior do lado de fora, não era raro que carros lotados de pessoas passassem gritando sua admiração ou repulsa por ver uma festa tão estranha com tanta gente esquisita.

    O Pride Point durou pouco mais de sete anos. E não há quem não tivesse experimentado a sensação de zoológico - fosse LGBTT ou não - ao sentar na calçada tomando um cerveja e ser observado atentamente por gente que passava a pé ou de carro. Alguns se benziam, outros gritavam e havia aqueles que davam a volta no quarteirão e paravam no bar.

    É justamente essa "concepção zoológica" da homossexualidade, na qual o homem ou mulher gay é coisificado perdendo sua dimensão de gente,  que inquieta o artista paranaense Ricardo Marinelli, do Coletivo Couve-flor, e um dos intérpretes-criadores de "Travesqueens", montagem que está em processo de criação junto com o Núcleo de Criação do Dirceu e o bailarino Elivelto Viera (MA), dentro da programação do Bafo de Agosto, mostra de trabalhos e processos realizado neste mês pelo Núcleo. Confira programação clicando no link.

                                                                                            Arquivo Pessoal

    TRAVESQUEENS: artistas discutem implicações das identidades homossexuais

    A segunda etapa do processo de montagem foi apresentada recentemente no galpão do NCD, na zona sudeste de Teresina, durante duas noites. Em cerca de 80 minutos somos convidados a testemunhar os devaneios, autoadoração e surtos de personagens que orbitam entre a identidade de homem e mulher.

    A Princesa dos Cabelos Mágicos (Marinelli), Sayara  (Elielson Pacheco) e Cíntia Sapequara (Elivelto) trazem à discussão o esgarçamento da fronteira entre masculinidade, transsexualidade, travestismo, ideologia, feminilidade e uma série de outros conceitos usados que ajudam a categorizar a figura do homossexual na sociedade.

    "Travesqueens" estará pronta em setembro quando estreia em Curitiba. Até lá os três intépretes seguem nas pesquisas que começaram em São Luis, continuou em Teresina e prossegue na capital paranaense. Como toda obra em processo e que propõe uma discussão sobre identidade usando a nova dança e o teatro como plataformas, "Travesqueens" exige do público uma postura de busca de entendimento. Ainda assim instiga pela falta de pudor de mostrar o verdadeiro sexo dessa discussão.


  • Divulgado poster oficial de novo filme de Conan, o Bárbaro

    A California Filmes liberou na noite desta terça-feira, 19, o poster e o trailer oficial da nova versão de Conan, o Bárbaro. Com estréia nacional marcada para 16 de setembro, o filme traz o desconhecido Jason Momoa no papel icônico que foi interpretado em duas produções por ninguém menos que o ator e político Arnold Schwarzeneger nos anos 1980.

    O novo filme mostra o cimério em uma nova saga desta vez lutando contra seus rivais hukking, montros e magia em um terra misteriosa e cruel. A produção também estará disponível em 3D. Para quem não vai aguentar esperar, a distribuidora reservou mais material no site oficial.


  • Menina testemunha assassinato de recém-nascido nos EUA

    Já dissemos aqui que a literatura hoje é quem comanda o cinema internacional. Há roteiros, inclusive, que são escritos sob a forma de livros ou vice-versa. Que mal há nisso? Nenhum. Ainda mais para um leitor que, como o colunista, adora conferir adaptações de livros para o cinema com a régua na mão e tecer críticas do tipo "no livro é bem assim..."

    Imagine agora o potencial de um livro cujo enredo se passa no auge da Depressão americana nos anos 1930 e parte do assassinato misterioso de um recém-nascido presenciado por uma menina. A pequena Tess é a única a ver a figura de uma mulher jogar seu bebê no poço em uma noite enluarada.



    O fato é analisado do ponto de vista de todos os personagens do romance "O poço e mina", da americana Gin Phillpips (R$ 39,90), lançado há alguns meses no Brasil pela editora Amarilys. O livro é a estreia da escritora do Alabama, estado que é uma espécie de Minhas Gerais do Tio Sam.

    Em suma, "o drama familiar aborda, de um jeito introspectivo, com pitadas de humor e nostalgia, de que forma os acontecimentos afetam as vidas dos integrantes dessa família. Os efeitos do episódio do bebê oferecem novas visões de mundo aos personagens."

    Para endossar mais ainda o talento de "O poço e a mina" para as telonas, o romance de estreia de Gin Phillips traz ainda um introdução da também escritora Fannie Flagg, autora de "Tomates Verdes Fritos", um hit dos anos 1990 - o filme, claro.


  • Primeiro herói muçulmano é autista

    Um homem tem que fazer o que um homem tem que fazer. Este ditado inglês fala sobre os deveres que o cidadão comum possui. A frase, no entanto, não se aplica  Rizwhan Khan porque ele é especial. Muito especial aliás. Muçulmano indiano e autista, Khan tem sua vida modificada quando tem de ir para os Estados Unidos antes do 11 de Setembro, após a morte da mãe.

    Se você acha que a vida de Khan daria um filme, acertou. Ele é o personagem central do filme bollywoodiano "Meu Nome É Khan (2010)", de Karan Johar, que corajosamente aborada a islamofobia e a difícil e delicada rotina dos portadores da síndrome de Asperger.



    Depois de chegar aos EUA onde vai trabalhar como vendedor ambulante de cosméticos, Khan (o galã Kajol) precisa conviver com um mundo totalmente novo e controlar sua aversão à cor amarela e barulhos altos; contando apenas com o apoio do irmão e da cunhada, também muçulmanos, Khan percorre salões de beleza e consegue cativar muitos clientes com sua personalidade carismática.

    É numa dessas incursões que conheca Mandira (Shahrukh Khan), uma linda indiana de olhos verdes e seguidora do hinduísmo. Depois de várias situações curiosas e divertidas, Khan e Mandira se casam e ele assume o papel de pai do  único filho  de Mandira.

    Até aí "Meu Nome É Khan" parece ser um filme sobre a superação de um homem com limitações, seguidor de uma religião que é alvo de desconfiança, sobrevivendo em um país completamente novo e descobrindo o amor. Tudo cai por terra após o assassinato do filho de Mandira, espancado por colegas de escola insuflados pela intolerância religiosa e racismo que se instalou nos EUA após o 11 de Setembro.

    Expulso de casa pela esposa devastada após a morte do filho, Khan inicia uma nova jornada: cumprir a imposição de Mandira que só o deixará voltar apenas depois que ele diga ao presidente dos Estados Unidos da América e ao mundo que Khan não é um terrorista. E esse homem fará tudo para cumprir sua missão. No mínimo um belo filme.


  • Colegas de trabalho se juntam para matar o chefe

    Chefes terríveis dão ótimos vilões na ficção - e na realidade também. Quem não lembra da refinada Miranda Priestley de "O Diabo Veste Prada"? Mas na impossibilidade de lidar com o chefe-demônio com paciência e resignação, pedir demissão nem de longe será um jeito de solucionar esse problema, digamos, de hierarquia.

    É o que pensam os colegas Nick, Curt e Dale. Três colegas infelizes que vivem às turras com o patrão. A solução encontrada está em seguir o manual de um ex-presidiário trapaceiro que bola o meio infalível de matar o Big Boss. Mas será que isso vai dar certo? Vamos ter que aguardar até o dia 5 de agosto quando estréia a comédia "Quero Matar Meu Chefe", um lançamento da Warner Bros.

    O filme conta com estrelas e astro como Jennifer Aniston, Colina Farrel, Kevin Spacey e Jamie Foxx, este último no papel do mentor intelectual do plano para apagar o chefe. Enquanto o filme não estreia, a gente pode curtir os novos cartazes da comédia.











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