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Há ingressos para "Tropa 2". A falta é de mais salas para cinema...
Êba! Até que enfim “Tropa de Elite 2” estreou em Teresina... É tanta alegria que a gente até esquece que o mais aguardado filme brasileiro do momento, além de demorar uma semana para chegar em Teresina, está em cartaz em apenas uma sala de exibição, em shopping center na zona leste da capital.
Para os interessados, ainda há ingressos para as sessões de estréia e as filas para compra não existem. “Tá tranqüilo”, acalma a moça da bilheteria, por telefone. Há vagas, há ingressos, há muito interesse em assistir aos filmes que geram expectativa no público piauiense. O que não há são mais salas de exibição em Teresina.

TROPA 2: blockbuster nacional está em cartaz em apenas uma sala em Teresina
Na cidade temos apenas oito delas para atender aos apreciadores da Sétima Arte de uma cidade que tem lá seus 800 mil habitantes. Quem quer ver cinema, tem que ir ao shopping center; de ônibus, a viagem pode chegar até uma hora de sacolejos.
Não é novidade alguma que o centro de Teresina é um lugar morto quando falamos em diversão. Salvo alguns eventos na semana e avis rara no sábado e domingo, mais nada. Talvez por isso (?) as salas de cinema tenham fugido de lá deixando quem mora nas zonas sul e norte reféns do cinema no shopping.
É bom que se esclareça que este não é um post saudosista. A cidade cresceu, a fila andou, as salas de exibição migraram para a zona leste... Mas o que ficou é que a capital do Piauí padece de um problema crônico quanto à exibição de filmes.
Tudo bem que no centro da cidade há saletas que exibem vídeos, mas me dá um misto de indignação e saudade quando lembro que assistia a filmes no Cine Rex. Era um bocado trash, dadas as condições do local, mas era mais uma opção. Nunca esqueci das três sessões de “Entrevista com o Vampiro” e uma exibição aplaudida de “O Advogado do Diabo” que participei no Rex.
A falta de mais salas de cinema em Teresina também faz com que grandes filmes sejam preteridos pelo distribuidor. Um lançamento aguardado vem atrelado a, pelo menos, dois outros filmes menores. O exibidor local precisa disponibilizar espaço para a exibição deles também. E se as demais salas estiverem ocupadas com produções de boa bilheteria... Como contornar isso? Esperar cair do céu alguém que ouse abrir mais salas de cinema na cidade. Mas isso parece mesmo ser algo de cinema, né? Quando é que "Tropa 3" vai estrear por aqui mesmo?
Fotos: Cinemenu.com
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Com apenas guitarra, baixo e bateria, Cranberries leva público à loucura em Fortaleza
Katya Dangelles
De Fortaleza
Aqueles que esperavam uma superprodução do tipo quilômetros de cabos e fios, efeitos, explosões, gases e vários feixes de luz se decepcionaram com o show da banda irlandesa The Cranberries, realizado no último sábado,23, na casa de shows Siará Hall, em Fortaleza. Também se decepcionaram aqueles que bem conhecem Dolores O’Riordan, que pouco se preocupa com o que veste, desde que a roupa a deixe executar no palco seus movimentos nada compassados. Uma bandeira do Brasil, um cartaz com o nome da banda vários microfones, uma estante móvel com violões, guitarras e baixos, pré-afinados e dispostos em ordem de uso. Pronto! Esse foi o palco do encerramento da turnê brasileira de uma das melhores bandas de pop rock mundial.As decepções pararam por aí. Dolores entrou no palco exatamente às 22h 30 (como estava previsto pela produção do evento) e para a surpresa dos fãs usava com vestidinho que nada lembra suas roupas de gosto duvidoso, um tubinho preto de paetês, mas claro uma capa no estilo "chapeuzinho vermelho" deu o tom mais adequado ao figurino.
O brilho do vestidinho de Dolores desapareceu aos primeiros acordes. E, embora nos primeiros minutos do show o som do local ainda não estivesse perfeito, como merecem seus agudos, ela não se fez de rogada. Em meio a “grumejos” e gestos bruscos ajudou a produção e a técnica da casa de show a diminuir o volume do baixo, aumentar a guitarra, melhorar o seu microfone e, enfim, deixar a qualidade do som da forma como deveria ser. Tudo isso enquanto cantava.
Katya D'angelles
Dolores ORiordan no palco do Siara Hal, duraten show memorável em Fortaleza
Quem é fã sabia exatamente o que queria ver naquela noite e viu! Resumindo: duas guitarras, um baixo e um teclado, acompanhando uma cantora que dispensa a parafernália das superproduções, o estilista e a maquiagem. Recorrendo a dialeto cearense: Macho, a mulher canta demais!A banda seguiu o set list com o rigor do frio irlandês, mas levando a platéia à loucura como deve ser no calor dos trópicos. Foi durante a execução de Analyse, How e logo depois Animal Instinct e Dreaming My Dreams, que Dolores gesticulava e olhava pra mesa de som e apontava para os irmãos Hogan (guitarrista e baixista) tentando melhorar o som.
Nesse momento, ainda indignada com a qualidade do som, tentei adivinhar o que ela pensava, eu também não estava satisfeita. Sabia o set list, sabia que a próxima era Linger e que nunca, jamais poderia ser executada com um som desarranjado. Ela conseguiu e quando o teclado deu as primeiras notas, a platéia que vinha da alucinação provocada por Animal Instinct entregou-se completamente a doçura de Dolores e da balada romântica mais famosa da década de 90. Depois veio Ode to My Family. E a doçura para por aí, pois logo com Wanted, a eletrizante Dolores voltou o palco, e no final Noel Hogan brindou o público com um solo maravilhoso. Noel a todo momento recorria a sua estantizinha móvel, coisa de fazer inveja a qualquer guitarrista, umas 8 quitarras, dois violões, tudo foi usado. "Just My Imagination, Desperaty Andy, When You’re Gone, Daffodil Laments, I Can’t Be With You e em Electric Blue".
Dez mil vozes cantam juntas sucessos da bandaFergal Patrick bate a baquetas; Waltzing Back. Irmãos Hogan e Dolores entram em cena de forma inesquecível. Não bastasse cantar como canta, ela ainda é a baixista secundária da banda. "Free to Decide, Salvation, Ridiculous Thoughts, Promises e Zombie", a banda deixa o palco logo depois do que foi para a maioria dos presentes a melhor seqüência do show.
Mais duas batidas de baqueta, Fergal avisa o que vem por aí. Nesse momento Dolores volta ao palco com um vestido longo vermelho, diria que de organza e bordado de pedraria em forma de folhas, alguém conhece uma roupa mais cafona? Esquadrão da Moda! Dolores dispensa mesmo tudo isso e quando começa baixinho: Another head hangs lowly... Child is slowly taken... And the violence caused such silence. . . o Siará desaba literalmente. . .
Só mesmo um dos refrões mais conhecidos no mundo em todos os tempos para unir quase 10 mil pessoas, cantando com a mesma emoção. Isso é arte! Só uma palavra resume; arrepiante. Depois de Zombie a banda deixa o palco. A pergunta que todos fazem é ; "E Dreams? Não vai tocar Dreams?"
Eis que vejo a percussão de Fergal ser montada na parte da frente do palco e aí eu não me contive mesmo eu sabia o que vinha pela frente, não era Dreams, mas era a música que eu estava sonhando ouvir ali. Gente, eu chorei! Empty, começa com aquele percussão tímida mas coloca pra fora tudo o que Dolores pode fazer com seu vozeirã. Resume a completa harmonia entre os músicos da banda, na guitarra, no baixo e na bateria, pois oficialmente The Cranberries é isso: uma vocalista, uma guitarra, um baixo e uma bateria e mesmo sem a ajuda dos violonistas que gravaram com a banda a primeira versão de Empty, aquele momento foi magistral . O show foi encerrado com banho de champanhe que Dolores deu aos fãs e antes de executar Dreams e outra vez fazer a casa de shows desabar, sem telões, sem toneladas de equipamentos, sem figurinos, apenas uma voz, uma guitarra, um baixo e uma bateria.
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Personagens de "Harry Potter 7" assumem visual mais sombrio
A Warner Bros divulgou banners com o novo visual dos personagens principais do final da saga de Harry Potter. A primeira parte do filme baseado no livro J. K Rowlling tem previsão de estreia em 19 de novembro próximo.

A versão que irá para os cinemas não terá versões em 3D; a produção considerou inviável a transformação para o formato devido ao tempo que levaria o procedimento, acarretando uma possível mudança na data de estreia.
Em "As Relíquias da Morte", Harry, Ron e Hermione enfrentam perigos inimagináveis para encontrar os objetos mágicos onde estão guardadas partes da alma de Voldemort. Só depois de encontrá-las e destruí-las é que poderão derrotar o terrível mago para sempre. O blog divulga com exclusividade as fotos dos personagens do mais aguardado filme do ano.


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Poesia de bolso para abrandar o calor
São frases curtas e diretas. Poderia ser desaforo ou grosseria. Mas é poesia da boa. De uma singeleza pouco vista, mas que cala profundamente na nossa alma. Sem exageros, chega a ser uma lufada de brisa fria para aliviar o calor infernal de Teresina. E tudo isso ainda cabe no bolso.
O livro "Pétalas" (ed. Oficina da Palavra) é uma antologia com vários poemas de Cineas Santos. "Há em seus versos um inata vocação para a ternura, principalmente nos poemas amorosos que, afastando-se do queixume ante a ausência da amada, celebram a possibilidade do encontro", aponta o poeta Salgado Maranhão.
Conhecido por seu tom solene ao falar e até por uma certa rabugice, Cineas surpreende seu leitor com poemas curtos que apresentam uma escolha pugente de palavras. Impossível não se comover com coisas como o poema abaixo, pinçado deste que é sim um refresco para o corpo, alma e coração nestes tempos de temperaturas altas em todas os setores da vida.
ADVERTÊNCIA
Se eu disser menos do que deva,
acresça.
Se eu disser mais do que convém,
esqueça.
É que, em matéria de amor, eu sou assim:
um pouco mais,
um muito menos...
eu nunca sei o ponto certo,
principalmente
se você está por perto.
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Jesus Cristo é erotizado e vira homem comum em livro brasileiro
Mexer com os cânones cristãos costuma dar problema. Muito problema. Que o digam o escritor Dan Brown e o cineasta Jean Luc Godard, autor do polêmico “Je Vous Salue Marie”. Dois brasileiros agora podem entrar para a lista dos proscritos com o livro "Yeshuah – O circulo interno O círculo externo" (Ed. Devir, R$ 22,50).

Inspirado nos evangelhos apócrifos, textos descartados pela igreja católica, a obra usa os quadrinhos para mostrar um Jesus nada divino e muito mais humano, “um homem normal, completamente fora da aura católica e santa, vivendo conflitos durante sua caminhada para a construção do seu Deus interior e que compartilha seu amor absoluto, seu conhecimento, seu coração, sua alma e sua fé”.

As ilustrações e roteiro, feitos por Laudo Ferreira Jr., mostram Jesus sendo assediado sexualmente pelo Diabo, que para a tarefa assume o corpo de uma voluptuosa mulher. No diálogo entre os dois, Lúcifer pergunta a Yeshu (Jesus em hebraico) “quem lhe deu tanta arrogância toda de pensar que veio para salvar Israel e o mundo?”. Logo à frente, já sentado sensualmente no colo de um Cristo embasbacado, afirma “(eu sou) o pão que vai saciar a sua fome”. Polêmico? Com a resposta o leitor...
“"Yeshuah – O circulo interno O círculo externo" é o segundo capítulo da trilogia que narra a vida do homem Jesus. A saga é resultado de dez anos de pesquisas baseadas em textos apócrifos, de estudiosos e de algumas bases históricas.
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Balé da Cidade de Teresina estreia novo trabalho
Referência na dança contemporânea do Piauí, o BCT volta aos palcos na quinta-feira, 30, no Teatro do Dirceu, às 19h, com duas coreografias, uma delas inédita. "Se eu te olhasse" é uma criação do bailarino e coreógrafo José Rodrigues. Ingressos a R$ 2,50 e R$ 5,00
O trabalho é inspirado no que surge quando os olhares se encontram. José revelou-se um coreógrafo criativo e antenado. Já criou outros trabalhos para a companhia. O primeiro foi o espetáculo "Nar Brenha", montagem que falava da cultura do homem do campo do Piauí e marcou seu debut como coreógrafo.
Ele também é integrante do quarteto Só Homens Cia de Dança, onde atua como bailarino e coreógrafo. Divide-se ainda com o grupo de performances Vicious Queens, que estremece a mainstream GLS da capital do Piauí com seus shows e figurinos ousados.
A segunda coreografia do Balé da Cidade de Teresina na noita da próxima quinta-feira é o pungente "Só Não Falamos a Mesma Língua", da atual diretora Nazilene Barbosa. O trabalho inspirado no filme "Babel", produção de 2006, dirigido pelo mexicano Alejandro Iñarritu. "Só Não Falamos..." discute os reflexos das ações dos homens sobre seus destinos.
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Cibercultura: desafiando o mundo sem sair de casa
Já é possível desafiar o mundo sem sair de casa. Esta não é mais uma prerrogativa só do cantor Falcão, do Rappa, na letra de “Me Deixa”. As novas mídias digitais tornaram o mundo ainda menor e as pessoas ainda mais próximas – e há quem diga que cada vez mais sozinhas. Também desatomizaram o indivíduo, que, antes perdido no meio da massa, consumia a ração comunicacional diária transmitida pelo rádio, jornais, revistas e TV.
Hoje, usando um SMS, um e-mail via telefone celular ou um texto no Twitter é possível causar mobilização que pode gerar até mesmo uma revolução. Lembram das manifestações contra reeleição de Mahmud Arhmadnejad em 2009? Apesar de viverem em um país com o controle acirrado sobre a imprensa, os iranianos se mobilizaram usando as novas mídias digitais e foram às ruas de Teerã gritar contra o poderio dos aiatolás.
Atualmente no Afeganistão um programa de calouros, na Tolo TV, a emissora local, mobiliza milhões de pessoas de etnias historicamente rivais a votar via celular em seu candidato favorito. Os mulás, líderes religiosos do país, já se manifestaram contra o programa alegando que o Islã condena a música e a dança. Alguns calouros vivem sob proteção da polícia devido a ameaças de morte. Mesmo assim, nas noites de sexta-feira o pais liga suas TVs para assistir às eliminatórias do “Afghan Star” e eleger seu preferido através do SMS.
Durante a Copa, a campanha Cala Boca Galvão colocou o Brasil nos Trending Topics do Twitter. O motivo não era lá muito nobre, mas serviu para mostrar a força que os indivíduos anônimos têm quando em contato com uma mídia que não necessita de intermediários.
Em Teresina uma manifestação recente levou dezenas de jovens à principal avenida da cidade, portando sombrinhas para criticar a falta de abrigos decentes para passageiros nos pontos de ônibus da capital do Piauí. A mobilização dos participantes utilizou mensagens de texto, tweeties, posts em blogs, e-mails, sites de relacionamento e outras formas de comunicação digital.
Pesquisador das transformações que as novas mídias causam na sociedade contemporânea, o tunisiano Piérre Levy, também conhecido como o filósofo da informação, criou o termo “mídias pós-massivas” para categorizar plataformas digitais que permitem ao cidadão comum produzir e consumir informação e conteúdo sem intermediações.
Conhecedor profundo da cibercultura e suas implicações na sociedade atual, Levy pontua que a comunicação contemporânea e futura está inegavelmente marcada por um processo que parte do indivíduo para as massas, sendo que esta não é apenas formada por receptores, mas produtores de conteúdo com a possibilidade de escolher aquilo que desejam consumir como informação.
“Os que têm acesso à Internet estão conectados com a inteligência coletiva, todos os conhecimentos possíveis e todas as pessoas, todos os grupos de discussão. É algo vivo e muito democrático. Uma comunicação horizontal, não como a do jornal, do rádio ou da TV, que é vertical. Quem participa do movimento da cibercultura vive num universo cada vez mais democrático. Os que não participam estão obviamente excluídos. Isso é muito inquietante. A Internet é o sistema de comunicação que se reproduziu mais rapidamente em toda a história dos sistemas de comunicação. Há 10 anos, havia menos de 1% do planeta conectado. Hoje, em certos países, na Escandinávia, 80% da população está conectada. Em certos Estados norte-americanos, já se ultrapassou 50%”, afirma Levy, em entrevista à Agência RBS.
No Brasil, ainda temos problemas sérios com as plataformas digitais de comunicação, principalmente em relação a qualidade ruim e o alto preço da conexão. De certa forma, a exclusão digital está sendo contornada pelas lan houses, um fenômeno nacional. Ele indica que mesmo quem não possui um PC, não se contenta em ficar de fora da revolução on-line que já está nas ruas. Todos querem desafiar o mundo sem sair de suas casas.
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O diabo nosso de cada dia
Ele pode estar dentro de sua casa, na sua família, morar ao lado, no apartamento em frente. Com certeza trabalha com você. Está sempre disposto a lhe criticar, diminuir, faz questão de ser do contra e de dizer que seu trabalho está errado ou abaixo do esperado.
Depois de algum tempo nós até nos acostumamos com sua presença, mas ele, ele nunca se cansa de dar aquela alfinetada, fazer aquela cara feia de reprovação e, na impossibilidade de se manifestar, marca sua presença nem que seja fazendo um barulho para chamar a sua e atenção de todos.

Ele (ou eles) tem nome e função: o diabo nosso de cada dia. Há também quem o chame de diabo necessário. Não sabe quem é? Sabe sim. Pode ser um irmão, irmã, parente próximo ou distante, o vizinho, chefe da repartição, gerente da loja, colega de trabalho, a secretária do chefe, coordenador de alguma coisa, líder de algum setor, fiscal, guarda de trânsito, a moça do telemarketing, a vendedora de cartão de crédito, enfim, alguém que se outorgou o direito de azucrinar e testar a sua paciência por qualquer ínfimo motivo.
A ficção está cheia deles. A terrível Miranda Priestley de "O Diabo Veste Prada", Dom Jerônimo Taveira de "A Muralha", Mister de "A Cor Púrpura", o Nhô Lau dos gibis do Chico Bento, o feroz tigre Sherikan de "Mogli, o Menino Lobo", Juliana de "O Primo Basílio, entre muitos muitos outros.
Entre os diabos necessários há uma categoria superior – a dos diabos necessários palhaços. Esses adoram platéia e sempre estão com uma humilhaçãozinha de plantão para lhe atirar na cara exatamente quando tem alguém por perto, mesmo que não esteja olhando. Daí ele fala alto, gesticula, capricha na expressão (de deboche, claro) e manda ver...
Os nossos diabos nossos de cada dia tem também algumas frases características. É bem capaz que você já tenha ouvido coisas como “você não sabe fazer nada direito” ou “o que você acha que está fazendo?” ou ainda “não sei o que você ainda está fazendo aqui” e também “no tempo em que trabalhava nisso fazia sempre diferente e era um sucesso”.
É necessário lembrar que como são muito criativos na tarefa de nos dificultar o convívio, os diabos necessários do cotidiano vivem inventando novas expressões e maneiras de tentar nos tirar a calma, motivação e paz interior.

Depois de anos de convívio em série com vários espécimes do tipo, passei a observar que eles têm traços em comum. Geralmente são pessoas infelizes, que perderam o bonde da oportunidade, acham-se melhores em tudo do que realmente são, pequenos tiranos que se comprazem com maldades mesquinhas porque ocupam um cargo ilusoriamente importante e até transitório.
Sorriem quando convém, encastelados em suas desconfianças e distanciam-se dos outros por se acreditarem em nível mais alto. Julgam-se mais inteligentes, mais fortes, mais bonitos, mais malhados, mais espertos, mais loiros, mais celebridades que os demais, apresentam melhor, escrevem como ninguém, enfim, são bonecos de raríssima coleção inestimável que pertence a ninguém. Acham que o mundo – e nós, suas almofadas de dardos – deve algo a eles e por isso vivem de chicote na mão a tanger um tesouro feito de nada.

Toda vez que sou alvejado por uma malvadezazinha de meus atuais diabos necessários, procuro logo o antídoto: respiro fundo de olhos fechados, abro-os lentamente puxando lentamente pelas pálpebras e dou um sorriso. Digo algo bobo, sorrio e saio de perto. Perco três minutos estratégicos no ritual dos porquês e depois tudo vai voltando lentamente ao normal. Aqui e acolá, no decorrer do resto do dia, ainda lembro da última estocada, mas isso passa logo.
Nossos diabos necessários são infecciosos e nocivos, mas mal, mal mesmo de verdade só fazem a si mesmos. Para eles, que lhes sirva de chinelada como em uma barata inoportuna, o verso do eterno Quintana: eles passarão, eu passarinho. Ou estezinho meu mesmo: eu sou um passarão, eles apenas um diabinho.
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Leitura para tempos de campanha política
Você votaria em Pelé para presidente do Brasil? Ou em Al Capone para governador?
Que tal Marilyn Monroe para deputada federal? Já que neste país votamos em
candidatos e não em partidos, o currículo - ou folha corrida no caso de alguns
- pode influenciar muito a escolha.
Apesar de não fazer alusão alguma às eleições, o novo livro da Larousse
sugere uma comparação, por parte do leitor, claro, entre ícones da História e personagens da política brasileira.
"Heróis, vilões e trapaceiros" é de autoria de Rupert Matthews.“Não são só os ricos e poderosos que forjam o mundo moderno – apesar de serem numerosos. Muitos lideram pelo exemplo, servindo de modelo ou inspirando a revolta. Alguns desses personagens tão influentes são heróis, outros vilões e não poucos trapaceiros. Uns poucos conseguiram combinar essas três facetas em si mesmos”, diz o autor. Foram estes os personagens selecionados pelo autor para compor as 255 páginas
Para quem foge do horário eleitoral na TV e no rádio, o livro pode virar uma
ótima brincadeira de tentar saber se o perfil dos candidatos desse pleito está
mais para herói, vilão ou trapaceiro.
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Poemas de H. Dobal inspiram estréia no teatro
"A Cidade Substituida" estreia no domingo, 22, às 20h, no Teatro do Dirceu. A montagem do Grupo Indigente de Teatro leva para o palco os poemas do livro de mesmo nome do poeta piauiense que na obra reflete o preço da transformação da cidade de São Luiz em uma metrópole. Ingressos na bilheteria a 2 e 4 reais.










Jornalista, professor de Comunicação, Língua Inglesa e artista.