Na prorrogação, Alemanha bate Argentina e leva o tetra

Passe e gol de reservas definiram o título na prorrogação. Messi perdeu chance de mudar o jogo.

Fabio Lima - Cidadeverde.com - 13/07/2014, às 18:41

Fotos: Bruno Domingos/ Mowa press
ale-arg-02

Mario Goetze, 22 anos, um dos mais jovens jogadores da seleção alemã. Saiu do banco de reservas e marcou o gol mais importante de sua vida. Depois de um 0 a 0 no tempo normal, a Alemanha bateu a Argentina na prorrogação, entristecendo a maioria azul e branca no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Sessenta e quatro anos depois do Brasil chorar a derrota para o Uruguai, foi a vez da Argentina ver, na mesma trave que condenou o goleiro Barbosa em 1950, o título escorregar por entre os dedos. A Alemanha é tetracampeã mundial e a primeira a conseguir derrotar o futebol sul-americano em uma Copa disputada no continente. Melhor do mundo, Lionel Messi continua sem título em sua terceira participação no torneio.

alearg01

A Alemanha entrou mais descansada em campo. Além de jogar a semifinal um dia antes da Argentina, não teve dificuldades para passar pelo Brasil: 7 a 1. Os argentinos tiveram de ganhar a vaga nos pênaltis, após empatarem sem gols com a Holanda no tempo normal e na prorrogação.

Antes do jogo decisivo, a Alemanha perdeu Khedira, que se lesionou no aquecimento e acabou substituído por Kramer na escalação. Do outro lado, a Argentina manteve Dí Maria no banco, sem dizer se o jogador, lesionado antes das semifinais, teria condições de disputar a partida.

No primeiro tempo, a posse de bola era predominantemente alemã, mas a argentina teve primeiro as melhores chances. Higuain até chegou a marcar gol aos 29 minutos, mas tanto ele como Marcos Rojo estavam impedidos no cruzamento de Lavezzi.

O técnico Joachim Löw, que já havia perdido Khedira, ainda foi forçado a substituir Kramer aos 31 minutos do primeiro tempo. Mesmo depois de tentar voltar ao time, o jogador não aguentou as dores de uma dividiva no começo da partida.

A lesão de Kramer pode ter saído melhor que a encomenda. Schuerrle não demorou a levar perigo. Aos 36 minutos, o alemão entrou na grande área e chutou forte, forçando Romero a trabalhar de verdade pela primeira vez na partida.

Três minutos depois, Lionel Messi fez boa jogada na grande área. A bola ficou viva na frente do gol e a zaga alemã afastou o perido.

Os alemães ainda acertaram a trave aos 46 minutos, na cabeçada de Hoewedes. No rebote, a bola bateu em Müller, mas Romero defendeu.

messi-ale-1

Messi desperdiça
Na etapa final, a Argentina mudou a postura. Logo no primeiro minuto, Messi recebeu passe sozinho e chutou cruzado na grande área. O goleiro Neuer estava vencido no lance e viu a bola passar ao lado da trave.

O jogo passou a alternar lances de perigo das duas seleções. Os alemães chegaram mais perto em uma troca de passes envolvente aos 29 minutos. Schuerrle ficou de frente para o goleiro e não conseguiu chutar para a rede.

ale-arg-01

O técnico Alejandro Sabella, que já tinha tirado Lavezzi para colocar Aguero, ainda colocou Palacio no lugar de Higuain, na tentativa de melhorar as jogadas do ataque argentino. Na reta final, tirou Perez e colocou Gago no meio, eliminando todas as suas substituições.

Joachim Löw só mudou novamente no fim da partida, quando tirou Klose, maior artilheiro das Copas, e colocou Mario Goetze no ataque alemão.

Angústia na prorrogação
No tempo extra, a Argentina perdeu um gol feito com Palácio. Aos 6 minutos do primeiro tempo, o jogador deu um lençol sobre o goleiro, mas a bola saiu pela linha de fundo, ao lado do gol.

Mas a festa foi alemã. Aos 7 minutos da etapa final, o gol veio do banco de reservas. Schuerrle cruzou da direita para a grande área. Lá apareceu Mario Goetze, que matou no peito e chutou cruzado, sem dar chance para o goleiro. Na mesma trave onde o brasileiro Barbosa sofreu na final de 1950, foi a vez do argentino Romero lamentar.

alearg02

Depois de usar dois reservas para marcar o gol, Joachim Löw fez sua última substituição para fechar o time. Mertesacker entrou no lugar de Oezil, já na reta final da prorrogação.

Sem Messi no seu melhor dia, os argentinos iam ao ataque sem eficiência. Nos acréscimos, o craque sofreu falta na entrada da grande área. Ele mesmo cobrou alto, por cima do gol. Era a última chance para manter a taça na América do Sul.

aletaca