Versão para Impressão - Matéria publicada em 20/05/12, 11:15
Pesquisa vai identificar principais causas de acidentes com motos
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Uma parceria entre a Associa√ß√£o Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas (Abraciclo), a Companhia de Engenharia de Tr√°fego (CET) e o Hospital das Cl√≠nicas (HC) vai mapear os acidentes com motocicletas na cidade de S√£o Paulo. A ideia √© usar os resultados de S√£o Paulo como modelo para outras grandes cidades brasileiras, com informa√ß√Ķes que ajudem na elabora√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas que se proponham a reduzir o n√ļmero de ocorr√™ncias.


Segundo a m√©dica fisiatra do HC J√ļlia Greve, a parceria j√° est√° formada h√° um ano e a pesquisa deve mostrar os primeiros resultados no ano que vem. ‚ÄúVamos estudar cada um dos acidentes atendidos nas unidades do Hospital das Cl√≠nicas e no Instituto de Ortopedia e tentar identificar as causas relacionadas com a pessoa, particularmente os motociclistas, com a via e com a motocicleta, e se os aspectos de seguran√ßa do ve√≠culo est√£o adequados ou n√£o‚ÄĚ.

Na avalia√ß√£o dela, √© preciso analisar o que deveria ter sido feito para evitar o acidente. O processo de habilita√ß√£o do motociclista √© um dos fatores mais criticados. Os erros de pilotagem podem ter origem, justamente, na m√°-forma√ß√£o do condutor, que n√£o passa por um treinamento adequado, nem recebe informa√ß√Ķes sobre como fazer a manuten√ß√£o correta da moto. Outro fator destacado pela fisiatra √© a falta de aten√ß√£o dos motoristas, que n√£o percebem a aproxima√ß√£o das motos.

‚Äú√Č importante estudar o acidente e mostrar que as quedas e batidas v√£o diminuir se pol√≠ticas p√ļblicas eficientes de habilita√ß√£o, seguran√ßa e fiscaliza√ß√£o forem aplicadas no tr√Ęnsito para que motoristas e motociclistas aprendam que dirigir n√£o √© corrida nem disputa por espa√ßo‚ÄĚ.

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, entidade que vai financiar o projeto, disse que a frota de motocicletas na cidade de S√£o Paulo quadruplicou nos √ļltimos anos, atingindo 18,5 milh√Ķes de ve√≠culos. Tanta moto nas ruas exige mais aten√ß√£o de quem aderiu ao ve√≠culo de duas rodas como alternativa de locomo√ß√£o, para fugir do mau servi√ßo oferecido pelo transporte p√ļblico. ‚ÄúA sociedade precisa achar alternativas de como acomodar esses ve√≠culos em um tr√Ęnsito cada vez mais ca√≥tico‚ÄĚ, alertou Fermanian.

Ele prop√Ķe que o processo de habilita√ß√£o dos motociclistas seja mais rigoroso. Entre as falhas do sistema atual, cita o fato de que a legisla√ß√£o determina uma avalia√ß√£o igual para todos os motociclistas, independentemente do tipo e da pot√™ncia da moto a ser pilotada. Para ele, no processo de aprendizado, √© preciso cumprir etapas de t√©cnicas de pilotagem para cada faixa de cilindrada.

O presidente da Abraciclo acredita que, com o resultado da pesquisa, ser√° poss√≠vel elaborar diversas pol√≠ticas p√ļblicas vltadas √† seguran√ßa de motociclistas, motoristas e pedestres. ‚ÄúEsses resultados certamente passar√£o pelos √≥rg√£os p√ļblicos, hospitais, fabricantes e, na medida em que tivermos essas informa√ß√Ķes, poderemos claramente estabelecer qual as medidas que ser√£o adotadas‚ÄĚ.

Fonte: Agência Brasil