O anúncio da reforma da Unidade Escolar Álvaro Ferreira, na zona Sul de Teresina, gerou dúvidas na instituição de ensino. Alunos e professores foram comunidados que terão de desocupar o local até o dia 10 de agosto para uma reforma. Para o professor Landim Neto, coordenador do movimento Dever de Classe, a ação teria como objetivo o fechamento definitivo da escola. Já a Secretaria Estadual de Educação - Seduc - afirma que a estrutura é muito antiga e engenheiros já haviam constatado risco de acidente.
Landim Neto, que leciona na escola, explica que a Álvaro Ferreira possui 300 alunos divididos em três turnos, um número pequeno de estudantes que seria redistribuído em outras unidades escolares. Ele reclama que a Seduc não teria dado nenhum esclarecimento a pais e alunos.
O professor afirmou que vai cobrar o projeto, contrato e valor a ser gasto na reforma. Do contrário, pretende levar o caso ao Ministério da Educação. Além disso, o docente diz não saber para onde os alunos vão.
A reunião com Seduc e a diretora da escola ocorreu na última quarta-feira. De acordo com a Seduc, foram dados os primeiros encaminhamentos para que os alunos sejam acolhidos em escolas das proximidades. A obra vai custar R$ 150 mil e recuperará cobertura, banheiros, pintura e urbanização total da área. A intenção é minimizar os transtornos que venham a ocorrer por conta da reforma.
Em nota, a Seduc, diz que seu departamento de Engenharia já constatou risco eminente de acidente. “A estrutura física sofre problemas e precisa de reforma para que, quando reaberta, seja um espaço mais aconchegante, ideal para o desenvolvimento da aprendizagem”, diz Eudina Rocha, diretora da Unidade de Gestão e Inspeção Escolar.
Yala Sena (flash)
Fábio Lima (da Redação)
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