A agência dos Correios no conjunto Dirceu Arcoverde I, zona Sudeste de Teresina, foi assaltada mais uma vez. Desta vez, a dupla que invadiu o local e levou todo o dinheiro do cofre (valor ainda desconhecido) trancou funcionários e clientes no banheiro e ainda usou a farda da empresa para despistar pessoas que aguardavam atendimento do lado de fora.
Uma atendente, identificada apenas como Joelma, contou que dois jovens, um branco e outro moreno, entraram na agência anunciando o assalto, um deles armado. "Eles disseram que não tinham nada a perder, mas que se a gente reagisse, tirar a vida de alguém não seria problema", contou. A ação começou por volta de 16h.
Ainda segundo a funcionária, os bandidos tomaram a farda de dois servidores e foram até a porta, onde pessoas se queixavam da falta de atendimento. Eles informaram que o sistema estava fora do ar e conseguiram despistar quase todos.
Júlio Pagliari, que trabalha nos Correios de São Paulo e veio até a agência pegar papelotes, viu ao chegar que clientes estavam do lado de fora reclamando do fechamento da agência antes do horário. Após bater a porta e solicitar sua entrada, ele foi rendido pela dupla e trancado no banheiro com outras pessoas. Ele contou ao Cidadeverde.com que a dupla pediu que ninguém reagisse, pois eles só queriam levar o dinheiro.
Os bandidos foram embora ordenando que ninguém saísse em menos de uma hora. Do contrário, o gerente, figura ameaçada durante toda a ação, seria morto. Júlio Pagliari conta que não esperou tanto tempo e arrombou a porta para que todos saíssem. Ele acrescentou que já percorreu outras agências de Teresina, mas notou que na do Dirceu não existem câmeras de segurança, ao contrário das demais.
O soldado Jota Alves, do 8º Batalhão da Polícia Militar, declarou que populares confirmaram ter visto dois jovens saíram em uma moto preta após o assalto. A Polícia Federal já assumiu o caso.
Os assaltos na agência ocorreram sempre no fim do mês. O Cidadeverde.com já registrou ocorrências em 22 de fevereiro e 24 de novembro de 2011. Seis meses depois, o local volta a ser invadido.
Geísa Chaves (especial para o Cidadeverde.com)
Fábio Lima (da Redação)
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