O fumo é considerado hoje a principal causa de mortalidade
possível de prevenção no País. Dados do Ministério da Saúde apontam que
no Brasil 18,8% da população brasileira é fumante – cerca de 22,7% dos
homens e 16% das mulheres. Mas apesar de o tabagismo fazer parte da vida
de várias pessoas, são elas as vítimas em potencial. Mulheres fumantes
devem ter
cuidado
redobrado na combinação das substâncias tóxicas do cigarro com o uso da
pílula anticoncepcional, já que fazer o uso combinado dos dois pode se
transformar em uma armadilha perigosa para a saúde.

O cigarro por si só já é suficiente para representar
riscos
ao organismo, ele é associado à doenças como bronquite crônica,
enfisema pulmonar, câncer de pulmão e de boca, entre outras doenças.
Além disso, sua composição prejudica o sistema cardiovascular.
O anticoncepcional, por sua vez, também é
responsável
por gerar modificações nesse sistema. Dessa forma, a junção dos dois
pode resultar em consequências graves.
Mas não são só os anticoncepcionais de uso oral que
representam riscos à saúde da mulher fumante. A situação fica ainda mais grave depois dos 35 anos, já que, de
acordo com o médico, a partir desta idade os riscos aumentam em até 15
vezes. Uma alternativa às mulheres fumantes é optar por métodos de
barreira, como diafragma, DIU ou mesmo a camisinha (masculina ou
feminina). Para as que não abrem mão da pílula, o ginecologista
recomenda o uso de medicamentos à base de progestágeno, que são menos
prejudiciais.