Viva Piauí abraça a preservação da Serra da Capivara e a Pedra do Sal

VIVA PIAUÍ: A gente abraça você. Envie o seu abraço!

O Piauí precisa abraçar seu patrimônio cultural e natural. Esta foi a proposta do Programa Viva Piauí, da TV Cidade Verde, ao destacar que, através de um simples gesto, é possível conscientizar as pessoas para a preservação de seus costumes e história. No litoral, a luta da comunidade Pedra do Sal em manter viva suas tradições. No sertão, o alerta para a preservação do maior patrimônio cultural das Américas: a Serra da Capivara.

Serra da Capivara
Serra da Capivara
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Criado através do Decreto de nº 83.548 de 5 de junho de 1979, o Parque Nacional da Serra da Capivara possui uma área de 100 000 hectares. Localizado no semiárido nordestino, fronteira entre duas formações geológicas, com serras, vales e planície, o local abriga fauna e flora específicas da Caatinga. Todo esse patrimônio está ameaçado.

No berço da humanidade, alunos de escolas públicas de São Raimundo celebram a importância do local através da iniciativa da TV Cidade Verde. Para o guia turístico Walteres Torres, o abraço simboliza uma vontade de querer continuar.

“O parque está necessitando de muita atenção, muitos recursos. Eu acho que é uma forma de fazer com que as pessoas tenham a sensibilidade para ver a Serra da Capivara como um grande motor de desenvolvimento para a região”, afirmou.

Para a professora Laiane Victor, abraçar é um gesto que simboliza a salvação do parque. “Abraçar é um gesto de carinho, de força, de querer bem, de querer proteger. Abraçar é querer salvar”, disse.

Segundo ela, o gesto que a TV está promovendo traz a vontade de proteger esse patrimônio que vive constantemente esquecido. “Está na hora de abraçar o que é nosso e da humanidade. Abraçar com carinho de verdade”, ressalta.

 

Abraço no litoral

O abraço do Viva Piauí também simboliza a preservação de um dos mais importantes cartões postais do litoral do Piauí: a Praia da Pedra do Sal. O desenvolvimento que chega à região preocupa os moradores que viram o local passar por uma verdadeira transformação.

“Meu avô criou meu pai; meu pai me criou e criou os outros irmãos que eu tenho e eu criei meus filhos pescando. A Pedra do Sal é minha vida. Eu vi a Pedra do Sal quando ela não tinha 20 casas e hoje está tomada por tanta gente que eu nem conheço. Moro aqui, nasci e me criei, mas nem conheço. E cada vez mais chegando gente, tomando de conta. Eu acredito que ela já foi mais respeitada”, relata o pescador Antonio Severo.

Segundo Francinalda Rocha, da ONG Comissão Ilha Ativa, a invasão do espaço dos nativos da região preocupa. “Muitas vezes as pessoas vêm de fora e invadem um espaço de pessoas que já existem. Poderiam conversar, saber do que eles estão precisando. Para cuidar daquele ambiente você precisa também cuidar da cultura, daquilo que tem dentro de cada comunidade. O abraço significa um momento de respeito”, ressalta.

Para Carlos Fernando, da Associação Comunitária Pedra do Sal, nem todas as pessoas dão o valor que a praia merece. “São coisas que estão vindo de forma desordenada, de maneira que vem crescendo e afetando os espaços para que todos possam admirar a Pedra do Sal do jeito que ela era. Nem todas as pessoas dão o valor que ela merece. Ela reflete muito o amor, a calma. A gente precisa de pessoas que deem valor as coisas da terra”, lembra.

 

 

Os animais também fazem parte desse abraço de preservação. O mero, peixe típico da região, está ameaçado de extinção. Para salvar o belo peixe, a comunidade criou o Projeto Senhor das Pedras. “Por ser um animal topo de cadeia, ele colabora e contribui no ambiente em geral. Ele está ameaçado de extinção. Se eu tiro o mero, vai criar uma população imensa de outros peixes. Tudo que é demais no meio ambiente causa desequilíbrio. Esse abraço é importante entre nós mesmos, depois entre os indivíduos e o meio que ele está vivendo”, destaca Liliana Oliveira, da ONG Comissão Ilha Ativa.

A Pedra do Sal produz grandes talentos. No mar, na pesca e na música. Teófilo Lima é um exemplo disso. Natural de Parnaíba, ele vê na praia mais famosa da cidade, um retrato de sua infância.

“A Pedra do Sal representa pra mim a minha infância, os meus pais, o meu amor, a música – que mudou minha vida e ela é meu abraço na Pedra do Sal. Sempre que eu toco em um palco, numa festa ou em uma reunião de amigos, eu faço questão de renovar esse abraço”, finalizou.

Pedra do Sal
Pedra do Sal
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Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

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