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A Catarata Congênita é a causa mais comum, no mundo, de perda visual ao longo da vida das crianças. Embora a doença tenha uma etiologia diversa, em muitas crianças, uma causa específica não é identificada, no entanto, parece haver um fator genético com gene dominante (herança autossômica dominante), que é comumente observado.
O diagnóstico precoce e o acompanhamento pós-natal na comunidade é importante, porque a intervenção adequada pode resultar em bons níveis de retorno da função visual.
No entanto, o resultado visual depende, em grande parte, de quando a cirurgia é realizada. Bons resultados foram relatados em crianças que realizaram uma operação antes de 6 semanas de idade, com catarata unilateral, e 10 semanas de idade, nos casos bilaterais.
A colocação de uma lente intraocular artificial de implantes, após remoção da catarata, tornou-se prática estabelecida em crianças acima dos 2 anos. Ainda há debate sobre a segurança e a previsibilidade do implante de lente intraocular nos pequenos. Apesar da cirurgia precoce e reabilitação óptica agressiva, as crianças ainda podem desenvolver o glaucoma, nistagmo, estrabismo e ambliopia de privação.
O diagnóstico e gerenciamento da catarata congênita melhoraram ao longo dos últimos 30 anos, com um progresso simultâneo nos resultados das crianças afetadas. Muitos aspectos pré, intra e pós-operatório realizados nesses pacientes devem evoluir, como a necessidade de dados de boa qualidade e estudos prospectivos de colaboração nesse campo.
Fonte: Saúdeinfantil
Em 25/06/12, 12:46