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  • Fatores de risco para formação da “carne no olho”

    O clima quente e a forte incidência de raios solares, marcas registradas do Piauí, aliados ao tempo seco, poeira e os ventos típicos dessa época do ano podem ser uma combinação perfeita para o aparecimento de problemas oculares como o Pterígio, conhecido popularmente como “carne no olho” que se desenvolve na córnea e é muito comum entre a população que convive com altas temperaturas.

    O oftalmologista Tony Cantanhede explica que, na verdade, o Pterígio é uma pequena membrana avermelhada na superfície do olho que se prolifera em direção à córnea, podendo causar irritação, ardor, coceira e sensação de cisco no olho, além de muita sensibilidade à luminosidade.


     Oftalmologista Tony Cantanhede 




    Em muitos casos, o Pterígio não evolui muito e é possível conviver, normalmente, com o problema. Já em outras situações, o crescimento da membrana passa a interferir diretamente na visão do paciente. Além de prejudicar a visão e se tornar um incômodo constante, a doença também pode se tornar um problema estético, já que, em alguns casos, a membrana cresce sobre a íris, deixando-a esbranquiçada, e causando vermelhidão na superfície ocular.

    De acordo com o oftalmologista, a prevenção é a melhor maneira de combater o problema. “O uso de chapéus e óculos que absorvam e reflitam os raios solares são atitudes que evitam a exposição prolongada aos raios ultravioletas. Além disso, é importante proteger os olhos do contato com fatores que influenciam o aparecimento da doença, como poeira, cinza e vento”, recomenda Tony Cantanhede.

    Se os cuidados não forem suficientes e o Pterígio evoluir a ponto de causar incômodos e prejudicar a visão, as únicas formas de tratamento da doença se resumem ao uso de colírio para amenizar alguns sintomas, como a irritação e o ardor, e a cirurgia, único procedimento capaz de impedir o progresso e sanar, em alguns casos, o Pterígio, que pode ser reincidente em predispostos.

    Atualmente, com o avanço das técnicas, a cirurgia para Pterígio tornou-se um procedimento simples. Até mesmo os pontos, que eram causa de irritação ocular, desconforto e a principal queixa dos pacientes no pós-operatório já foram superados com o surgimento de um novo procedimento feito com cola biológica (adesivo de fibrina).

    “Com a chegada dessa nova técnica ao Piauí, que abrevia o tempo de realização da cirurgia, nossos pacientes estão contando com um tratamento técnico mais confortável e sem a necessidade de consultas subsequentes para a retirada de pontos”, explica o médico, ressaltando outras vantagens do novo procedimento, como diminuição do sangramento, menor agressão ao tecido ocular e menor inflamação pós-operatória.

     


    Em 27/07/12, 09:50

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